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Emylka Mormon

Ficha Técnica:

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Planeta natal: República de Canus
Local de nascimento: Herima
Raça: Canusiana
Idade ao falecer: 3.286 anos
Profissão: Psicóloga, psiquiatra, conselheira e Comandante da UPC; colaboradora clandestina e espiã da Gyngenet
Reação: +4
Data do falecimento: Ano 125 da UPC.
Filiação: Frota Médica da UPC, Gyngenet (secretamente)
Relações:

  • Mãe: Elia Mormon

  • Pai: Izaq Kallus

  • Primo: Kurama Yako Mormon

Naves em que atuou:

  • UPC Zhal Vazir (Conselheira)

A filha de Herima

Emylka Mormon nasceu em Herima, no planeta Canus, filha única de Elia Mormon e Izaq Kallus. Sua família era rica e lhe proporcionou conforto material, acesso à educação e cuidados de saúde. Izaq era astrônomo, dedicado à pesquisa de fenômenos interestelares. Permanecia absorvido pelos estudos e distante da convivência familiar. Elia acompanhava o desenvolvimento da filha, mas submetia suas realizações a comparações constantes com as de Kurama Yako Mormon, filho de sua irmã, Itala.

A relação entre Elia e Itala era marcada pela competição. Kurama, cinquenta anos mais velho que Emylka, era apresentado como o primeiro aluno, o mais inteligente e o mais carismático. Elia considerava o sobrinho um exemplo e chamava a própria filha de sem graça. As comparações acompanharam a infância e a adolescência de Emylka, alcançando seu desempenho nos estudos e sua maneira de conviver com outras pessoas.

Emylka e Kurama mantinham uma relação próxima. Como não tinha irmãos, ela o considerava um irmão. Kurama gostava da prima, se importava com ela e discordava das comparações feitas pela tia. Ao defendê-la, entrava em atrito com Elia. Sua maneira diplomática de lidar com os conflitos, entretanto, não o levou a permanecer naquela disputa familiar. Deixou a família para seguir a vida militar, enquanto Emylka permaneceu em Canus.

Durante seu crescimento, Emylka sofreu várias crises atávicas. Sob estresse extremo, manifestava a transformação descontrolada característica de sua espécie, acompanhada por aumento de força, fúria e posterior torpor. Passou a utilizar medicação para prevenir os episódios. A convivência com essa condição e seu interesse pelo comportamento fizeram parte do caminho que a conduziu à área da saúde mental.

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Os estudos da mente

Na vida adulta, Emylka formou-se em psicologia e medicina, especializando-se em psiquiatria. Passou a exercer sua profissão em Canus. Sua inteligência, empatia e facilidade de convivência contribuíam para o trabalho com pacientes. Era bem-humorada e conversava com naturalidade, estabelecendo relações nas quais as pessoas se sentiam à vontade para falar sobre dificuldades e assuntos pessoais.

Emylka continuou utilizando medicação para prevenir as crises atávicas. Sua formação profissional não encerrou a necessidade de acompanhamento da própria condição. Ao longo dessa etapa, construiu uma carreira em Canus e manteve uma vida afetiva na qual se relacionava com outras canusianas.

Antes da fundação da UPC, Kurama tornou-se um grande capitão nas guerras contra a Armada Veneno. Feito prisioneiro pelos arturianos, participou da fuga da prisão e permaneceu para trás para impedir que seus amigos fossem recapturados. Morreu para salvá-los e foi reconhecido como um dos maiores heróis de Canus. Posteriormente, uma nave da União dos Planetas Confederados recebeu seu nome em homenagem a ele.

A consagração do primo ampliou as comparações feitas por Elia. Emylka exercia a psiquiatria em Canus, mas desejava maior projeção. Queria ser uma heroína e conquistar reconhecimento galáctico. A carreira profissional não encerrou essa ambição, que a acompanhou quando decidiu ingressar na União.

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Sob a bandeira restaurada

No ano 90 da UPC, o Império Galáctico foi dissolvido após a Batalha de Starhide. A UPC retornou no ano 91. Emylka ingressou na instituição logo após essa restauração, já possuindo formação e experiência como psiquiatra. Sua idade nessa ocasião era de aproximadamente 3.264 anos.

Na UPC, alcançou a patente de Comandante e exerceu funções de conselheira, psicóloga e psiquiatra. O trabalho a colocava próxima de oficiais e tripulantes, permitindo acompanhar preocupações relacionadas ao serviço e à vida pessoal. Sua maneira bem-humorada e acessível favorecia a convivência. Os colegas confiavam nela e se abriam durante as conversas.

Emylka utilizava essa confiança para obter informações quando passou a colaborar clandestinamente com a Gyngenet. Sua posição dentro da União lhe oferecia acesso a pessoas e assuntos de interesse para a organização, enquanto sua formação permitia contribuir com estudos sobre personalidade.

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A promessa de Capela

Sansabris apresentou pessoalmente a proposta de colaboração. Ofereceu pagamentos e prometeu que Emylka seria reconhecida como uma das cientistas responsáveis pela descoberta da cura para a Praga de Capela. A possibilidade de dinheiro, fama e reconhecimento como heroína galáctica levou a comandante a aceitar o trabalho secreto.

Emylka passou a repassar informações internas sobre missões da UPC, auxiliar na obtenção de cientistas e participar do acesso clandestino e do roubo de pesquisas desenvolvidas na União. Também fornecia estudos de personalidade para as experiências da Gyngenet. Sua colaboração permitia que a organização utilizasse conhecimentos e informações aos quais não teria acesso pelos canais autorizados.

Ela acreditava que as experiências eram pesquisas genéticas normais. Sabia que a Gyngenet realizava estudos em Kantaryo, um mundo primitivo, e que a UPC não autorizaria aquela intervenção. Entretanto, desconhecia as abduções e a violência praticadas contra os kantaryanos. Morreu sem tomar conhecimento dessas atividades.

Kantaryo permaneceu oculto da União, inclusive diante do desastre da UPC Horizonte. A manutenção do segredo impediu uma intervenção que poderia ter salvado tripulantes e levado Lanos à prisão e ao julgamento. Quando a UPC organizou uma missão para procurar a nave desaparecida, a investigação passou a ameaçar diretamente as instalações e as pesquisas clandestinas.

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A conselheira da Zahl Vazir

No ano 113 da UPC, Emylka integrou a tripulação da UPC Zahl Vazir, comandada pelo Capitão Klaus Windrunner. A nave foi enviada para investigar o desaparecimento da UPC Horizonte. Entre os integrantes da missão estavam o Comandante Jorge 42 Kaoa e o Tenente Comandante Dr. One.

Emylka exercia suas funções de conselheira enquanto trabalhava secretamente para proteger a Gyngenet. Acompanhava o avanço das investigações e utilizava a confiança dos colegas para obter informações. Sua missão clandestina era impedir que a busca revelasse as atividades da organização em Kantaryo.

A investigação avançou e a UPC Zahl Vazir alcançou o planeta. Emylka não conseguiu manter o segredo por meio de sua atuação dentro da tripulação. Abandonou a nave sem autorização e procurou Sansabris nas instalações da Gyngenet, no Oceano de Dras, para avisá-lo de que a missão se aproximava das pesquisas. A fuga provocou um choque entre os colegas que confiavam nela.

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A última mediação

Nas instalações capelinas, Emylka tentou servir como diplomata entre Sansabris e o Capitão Windrunner. Defendeu que as experiências eram concretas e importantes, procurando convencer o capitão do valor das pesquisas. Windrunner passou a desconfiar da atuação da companheira de tripulação e de seu envolvimento com os responsáveis pelo complexo.

Jorge 42 Kaoa encontrou as experiências. Ao vê-lo saindo da sala principal, Emylka se desesperou, imaginando que ele contaria tudo. Sofreu uma crise atávica e o atacou instintivamente. Jorge conseguiu fugir.

Depois de retornar ao estado normal, Emylka tentou escapar das instalações. Nesse momento, o complexo foi invadido por forças kantaryanas comandadas por Oliver Traubout, seguidor da Chama Púrpura. A comandante procurou fugir em meio aos funcionários capelinos desesperados.

O grupo encontrou Oliver, que sacou seu sabre de luz e passou a matar os não kantaryanos. Emylka morreu entre os demais fugitivos, sem possibilidade de escapar. Tinha 3.286 anos.

Após a prisão dos capelinos, os kantaryanos bombardearam as instalações secretas. O complexo foi destruído e afundou no mar. O corpo de Emylka jamais foi encontrado.

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Os arquivos da traição

A colaboração clandestina de Emylka foi descoberta em seus arquivos pessoais. Os documentos revelaram seu envolvimento com a Gyngenet e foram utilizados na acusação contra Sansabris e os capelinos participantes da conspiração. Os responsáveis, que haviam sido presos, foram julgados e condenados ao exílio.

Emylka tornou-se uma pária. Seu nome permaneceu esquecido nos arquivos da UPC como o de uma traidora. A promessa de reconhecimento pela cura da Praga de Capela não se concretizou.

Em Canus, Elia Mormon enfrentou a perda da filha e a descoberta de sua atuação clandestina. Sentia-se culpada por tudo o que acontecera. Morreu decepcionada, sozinha e com a lucidez comprometida pelo sofrimento provocado pela perda.

Emylka não teve seus restos recuperados. Sua passagem pela União ficou registrada nos documentos da conspiração, nas provas utilizadas contra os capelinos e nos relatos dos acontecimentos da UPC Zahl Vazir. O Oceano de Dras permaneceu como o local de seu desaparecimento definitivo.

Linha do Tempo

Cerca de 3.173 anos antes da UPC — Nascimento de Emylka Mormon em Herima, Canus. Filha única de Elia Mormon e Izaq Kallus, astrônomo dedicado à pesquisa de fenômenos interestelares. Pertence a uma família rica. Seu primo Kurama Yako Mormon, filho de Itala, é cinquenta anos mais velho.

Infância e adolescência — Cresce sob as comparações de Elia com Kurama, em meio à competição entre a mãe e a tia. Mantém uma relação fraterna com o primo, que a defende e se opõe à conduta de Elia. Sofre várias crises atávicas e passa a utilizar medicação para preveni-las.

Juventude — Kurama deixa a família para seguir a vida militar. Emylka permanece em Canus e desenvolve seu interesse pelo comportamento e pela saúde mental.

Vida adulta, antes do ingresso na UPC — Forma-se em psicologia e medicina, especializando-se em psiquiatria. Exerce a profissão em Canus. Relaciona-se afetivamente com outras canusianas.

Guerras contra a Armada Veneno, antes da fundação da UPC — Kurama Yako Mormon morre para impedir a recaptura dos amigos durante uma fuga da prisão arturiana. Torna-se um dos maiores heróis de Canus. A consagração de sua memória amplia as comparações familiares sobre Emylka.

Ano 90 da UPC — A Batalha de Starhide resulta na dissolução do Império Galáctico.

Ano 91 da UPC — A União dos Planetas Confederados é restaurada. Emylka ingressa na instituição logo após a queda do Império, com aproximadamente 3.264 anos e experiência profissional em psiquiatria, recebendo a patente de Comandante.

Entre os anos 91 e 113 da UPC — Alcança a patente de Comandante e atua como conselheira, psicóloga e psiquiatra. Conquista a confiança de colegas e tripulantes.

Entre os anos 91 e 113 da UPC — Sansabris apresenta pessoalmente a proposta de colaboração com a Gyngenet, oferecendo pagamentos e reconhecimento como uma das cientistas responsáveis pela cura da Praga de Capela. Emylka aceita trabalhar clandestinamente para a organização.

Período de colaboração secreta — Fornece informações sobre missões da UPC, auxilia na obtenção de cientistas e no acesso a pesquisas e contribui com estudos de personalidade. Sabe que as experiências em Kantaryo não seriam autorizadas pela União, mas desconhece as abduções e a violência.

Ano 113 da UPC — Integra a UPC Zahl Vazir, sob o comando do Capitão Klaus Windrunner, na missão de busca pela UPC Horizonte. Atua como conselheira enquanto tenta impedir a descoberta das atividades da Gyngenet.

Ano 113 da UPC — Abandona a UPC Zahl Vazir sem autorização para avisar Sansabris do avanço das investigações. Sua fuga surpreende a tripulação.

Ano 113 da UPC — Nas instalações do Oceano de Dras, tenta mediar um entendimento entre Sansabris e Windrunner, defendendo a importância das experiências. O capitão passa a desconfiar de seu envolvimento.

Ano 113 da UPC — O Primeiro Oficial Comandante Jorge 42 Kaoa encontra as experiências. Emylka o vê saindo da sala principal, sofre uma crise atávica e o ataca. Jorge consegue fugir.

Ano 113 da UPC — Depois de retornar ao estado normal, tenta escapar durante a invasão kantaryana ao complexo. Encontra Oliver Traubout junto aos funcionários capelinos em fuga. Oliver utiliza seu sabre de luz para matar os não kantaryanos. Emylka morre aos 3.286 anos.

Após a prisão dos capelinos — Os kantaryanos bombardeiam as instalações secretas, afundando o complexo no mar. O corpo de Emylka jamais é encontrado.

Após a morte — Seus arquivos pessoais revelam a colaboração clandestina e são utilizados na acusação contra Sansabris e os capelinos envolvidos na conspiração. Os responsáveis são julgados e condenados ao exílio.

Legado na UPC — Emylka torna-se uma pária. Seu nome permanece esquecido nos arquivos da União como o de uma traidora.

Período posterior, em Canus — Elia Mormon morre sozinha, decepcionada e com a lucidez comprometida pela perda da filha, sentindo-se culpada pelo que aconteceu.

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