

Argos D'Fontelle
Ficha Técnica:
Planeta natal: Comunidade de Kantaryo
Local de nascimento: Brunaldy
Raça: curvica
Idade ao falecer: desconhecida
Profissão: militar
Reação: +4
Data do falecimento: desconhecida
Filiação: Sociedade dos Grilhões; Força Aérea de Kantaryo; Escritório de Investigações Especiais; União dos Planetas Confederados (asilo político).
Relações:
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Alkar D’Fontelle (pai)
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Makiva D’Fontelle (mãe)
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Khalia Falcorelly (esposa, falecida)
Naves em que atuou:
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Kazzina
Jogador: Edgar Gomes
O Herdeiro do Pós-Genocídio
Argos D’Fontelle nasceu em Brunaldy, no planeta Kantaryo, descendente de uma linhagem Curvica que sobrevivera à Segunda Guerra das Penas. Filho de Alkar e Makiva D’Fontelle, cientistas ligados ao Instituto Javier Coutrain de Tecnologia em Habanas e envolvidos em pesquisas supervisionadas pelo CODE, cresceu em ambiente acadêmico e estratégico. Desde o período embrionário, exames apontaram atividade neural fora dos parâmetros estatísticos conhecidos. Sua infância foi marcada por desempenho intelectual precoce, estudo autodirigido e interesse obsessivo por anatomia e adaptação física, sobretudo devido à dificuldade inicial em alcançar voo sustentado pleno.
Forjado na Disciplina e no Vínculo
Na juventude, foi submetido a treinamento físico rigoroso conduzido por veteranos militares e técnicos vinculados ao CODE, com foco em resistência aérea, combate corpo-a-corpo e manuseio de armas. Demonstrou precisão operacional e capacidade de antecipação tática incomum. Durante esse período conheceu Khalia Falcorelly, figura pública de projeção internacional, com quem estabeleceu relacionamento que culminou em casamento. Passaram a residir em complexo montanhoso pertencente à família D’Fontelle, próximo a laboratórios associados à corporação Tellie. A união consolidou sua estabilidade emocional em meio à crescente exposição política.
O Comandante Mais Jovem
Argos iniciou atuação como consultor estratégico da Força Aérea de Kantaryo, analisando infiltrações, espionagem industrial e vazamentos tecnológicos. Destacou-se por leitura estrutural de dados e coordenação de operações sigilosas. Após investigações envolvendo segurança aeroespacial, foi nomeado Comandante do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea de Kantaryo, tornando-se o mais jovem a ocupar o cargo. Reorganizou protocolos internos, desmantelou redes clandestinas e coordenou ações de contraespionagem sob vigilância indireta do alto escalão e do CODE.
O Evento de Mithyr
Durante a aparição de uma nave alienígena sobre a cidade de Mithyr, Argos coordenou o espaço aéreo ao lado da Capitã Kanna Reen. A operação resultou no primeiro contato formal com sobreviventes da nave UPC Horizonte, incluindo Andariel. Sob ordem do Presidente Pavyo Urton, manteve contenção militar enquanto equipe científica liderada por Yula Traubout e Asuma Traubout realizava acesso à estrutura. O evento desencadeou instabilidade política com ataques da líder da oposição Trochilidae Orseau, ascensão da Pena Branca e disputas parlamentares.
A Conspiração e a Transformação do Regime
Após substituição do General Alabyval por Zuro Vardi, Argos assumiu comando das operações relacionadas aos alienígenas. Com o assassinato de Pavyo Urton e a consolidação de Carly D’Atoxx no poder, permaneceu no aparato estatal por fidelidade institucional. A morte de Khalia Falcorelly durante atentado ao Parlamento marcou ruptura pessoal profunda. Paralelamente, seus pais foram envolvidos em proposta de utilização de seu código genético para criação de soldados aprimorados sob orientação de Lanos Larita Lavolk. Makiva D’Fontelle foi executada ao se opor ao projeto. Argos foi detido, sedado e utilizado como matriz genética em laboratório governamental durante anos de regime autoritário.
A Queda da Imperial Vingança
Após captura da Sociedade dos Grilhões e prisioneiros da UPC, Argos foi encontrado sedado na nave Imperial Vingança por Augustus Tsokoulos durante confronto interno que culminou na morte de Lanos pelas mãos de Oliver Traubout. Resgatado pela nave UPC Zahl-Vazir, solicitou asilo político à União dos Planetas Confederados junto aos sobreviventes. Kantaryo foi declarado zona de isolamento pela presidência da UPC sob Jean Jolist Lontozigy.
O Exílio e a Decisão Final
Estabeleceu-se inicialmente em Vandar, capital da UPC em Antares, integrando a reorganizada Sociedade dos Grilhões como movimento político no exílio. Posteriormente mudou-se para Flantar, em comunidade chavartyana fundada por Passa Reen e Kanna Reen. Durante décadas, manteve intenção declarada de retornar a Kantaryo. Apresentava ausência de envelhecimento perceptível associada a modificações genéticas sofridas por seus pais.
Aproveitando oportunidade logística, roubou nave de médio alcance dos flantarianos (Kazzina) o lado de Zixpence Page-Teylor e partiu rumo a Kantaryo, atravessando a Nebulosa do Pilar. A nave foi registrada como desaparecida em rota não autorizada. Nenhum sinal posterior foi confirmado.
Linha do Tempo
Ano 180 KC — Nasce Argos D’Fontelle em Kantaryo, filho do casal D’Fontelle, na cidade de Brunaldy, inserido desde cedo em ambiente de alta exigência acadêmica e estratégica; apresenta características biológicas atípicas, com resistência imunológica incomum e desempenho físico-cognitivo acima da média, fatores que mais tarde levantariam suspeitas sobre particularidades genéticas latentes. Cresce sob valores de disciplina institucional, lealdade ao Estado e excelência técnica, orientado para a carreira militar como vocação natural.
Ano 192 KC — Ingressa precocemente na formação militar avançada, destacando-se por raciocínio estratégico, controle emocional em cenários de crise e capacidade de liderança sob pressão; constrói reputação de oficial promissor dentro da Força Aérea de Kantaryo, sendo frequentemente designado para operações sensíveis de inteligência e contraespionagem.
Ano 201 KC — É condecorado e nomeado Comandante do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea de Kantaryo, surpreendendo superiores e opinião pública pela pouca idade; assume responsabilidade direta por investigações estratégicas de segurança nacional, consolidando-se como um dos oficiais mais jovens a ocupar posição de alto comando operacional no planeta.
Ano 102 da UPC — Surge nave alienígena avariada sobre a cidade de Mithyr; Argos coordena resposta militar imediata ao lado da Capitã Kanna Reen, garantindo evacuação civil e isolamento aéreo da área. Integra equipe multidisciplinar composta por Dra. Yula Traubout, Dra. Asuma Traubout, Dr. Sakki Klack, Zixpence Page-Teylor, Comandante Erigar Ally D’Poll, Augustus Tsokoulos e Passa Reen. Participa da entrada na nave, do resgate de sobreviventes e do primeiro contato oficial com Andariel, alienígena da UPC Horizonte, iniciando período de tensão política e reconfiguração estratégica global.
Ano 103 da UPC — Com a morte do presidente Pavyo Urton e a escalada de atentados atribuídos à Pena Branca, assume maior protagonismo na gestão da crise alienígena após o afastamento do Comandante Erigar D’Poll; torna-se elo central entre comando militar e núcleo científico, enquanto tenta conter a crescente idolatria pública em torno de Andariel e evitar militarização precipitada da situação.
Ano 105 da UPC — Explosão do Parlamento de Kantaryo resulta na morte de Khalia Falcorelly, esposa de Argos, eleita deputada; o atentado marca ruptura emocional profunda e consolidação da ascensão autoritária de Carly D’Atoxx, apoiado politicamente por setores radicalizados e minorias. Argos mantém-se no governo por dever institucional, acreditando que preservar alguma ordem ainda seria a única forma de impedir colapso total.
Ano 106 da UPC — Confronto na D’Atoxx Indústrias revela ligação entre Carly D’Atoxx, Lanos Larita Lavolk e liderança da Pena Branca; Andariel é decapitado por manipulação telecinética de Oliver Traubout, selando o fim do símbolo alienígena e fragmentando definitivamente o antigo grupo. Sociedade dos Grilhões consolida-se como núcleo rebelde; Argos opta por permanecer no aparato estatal, tornando-se antagonista direto dos antigos aliados.
Ano 109 da UPC — Após três anos de consolidação da ditadura, é convocado por seus pais para integrar projeto genético conduzido por Lanos; torna-se molde biológico para criação de soldados kantaryanos aprimorados. Sua mãe opõe-se ao procedimento e é executada por Lanos; Argos é sedado, preso a estruturas biomecânicas e submetido a manipulações genéticas profundas em laboratório secreto do regime. Seu código é copiado e implantado em populações selecionadas, transformando-o involuntariamente em matriz de uma nova geração militar.
Ano 120 da UPC — Após onze anos de regime consolidado, é mantido como cobaia até o ataque à nave Imperial Vingança, construída por Lanos a partir de destroços da própria nave e da UPC Horizonte com tecnologia chavartyana. Durante julgamento público transmitido globalmente contra a Sociedade dos Grilhões, Oliver assassina Lanos; combates internos seguem-se. Argos é resgatado por Augustus Tsokoulos e oficiais da UPC Zahl-Vazir; fuga ocorre via teleporte para a nave confederada. Carly D’Atoxx perde controle estratégico e liderança da Pena Branca colapsa com a destruição da Imperial Vingança no Oceano Dras, matando toda a cúpula governante do planeta.
Ano 125 da UPC — Solicita asilo político à União dos Planetas Confederados; é transferido para Vandar, capital administrativa em Antares. Presidente Jean Jolist Lontozigy declara Kantaryo zona de isolamento político e biológico, proibindo intervenção direta. Argos integra, ao lado de Yula, Zix, Passa, Kanna, Feru e Augustus, reformulação política da Sociedade dos Grilhões como movimento diplomático e cultural.
Ano 126–257 da UPC — Guerra dos Brilhantes eclode após ofensiva de Argentium contra Kantaryo, posteriormente envolvendo Uroomidas; UPC mantém neutralidade formal. Argos acompanha do exílio os relatos fragmentados do conflito que se estende por cento e trinta e quatro anos nos setores M13 e 14. Instala-se em Flantar junto à comunidade chavartyana fundada por Passa e Kanna Reen; constata que não envelhece como os demais devido às modificações genéticas realizadas sob supervisão de Lanos, vivendo deslocamento temporal e psicológico progressivo.
Ano 164 da UPC — Invasões coristianas atingem regiões próximas a Flantar; comunidade chavartyana refugia-se nas montanhas e participa da defesa local até isolamento estratégico. Argos intensifica estudos de navegação avançada, cartografia estelar e análise da Nebulosa do Pilar, preparando eventual retorno a Kantaryo.
Ano 176 da UPC — Após colapso progressivo da UPC em meio a derrotas militares contra forças externas e dissolução institucional subsequente, Argos e Zixpence Page-Teylor aproveitam instabilidade logística para roubar nave de médio alcance em Flantar. Partem rumo a Kantaryo atravessando a Nebulosa do Pilar, região conhecida por distorções gravitacionais e desaparecimentos frequentes.
Desaparecem após entrada na Nebulosa; nenhuma transmissão confirmada é recebida. Registros oficiais classificam ambos como perdidos em zona de alto risco. Destino final permanece desconhecido, alimentando especulações entre exilados e comunidades chavartyanas de que Argos jamais abandonaria a missão de retornar e reconstruir Kantaryo.
