

Augustus Tsokoulos
Ficha Técnica:
Planeta natal: Comunidade de Kantaryo
Local de nascimento: Hasta
Raça: corvinus
Idade ao falecer: 92 anos
Profissão: jornalista, pesquisador e apresentador
Reação: -2
Data do falecimento: Ano 160 da UPC
Organização fundada: Sociedade dos Grilhões
Filiação: Sociedade dos Grilhões
Relações:
-
Lyris Tsokoulos - mãe
-
Darian Tsokoulos - pai
-
Helion - irmão
-
Mira - irmã
-
Nessa Hardgrys - namorada
-
Yula Traubout - ex-companheira
-
Allin - filha
-
Ebor - filho
Jogador: Gabriel Castro
O Filho de Hasta
Augustus Tsokoulos nasceu no planeta Kantaryo, na pequena cidade agrícola de Hasta, no continente Avation, um assentamento periférico ligado a torres de retransmissão atmosférica, estações meteorológicas e produção de grãos resistentes ao clima úmido. Cresceu em ambiente interiorano, distante dos centros políticos de Kantaryo, onde a rotina seguia os ciclos de colheita e manutenção técnica, e onde a curiosidade intelectual dependia mais da família do que das instituições formais
Foi criado por Lyris Tsokoulos, engenheira de sistemas de comunicação da prefeitura, de perfil técnico e disciplinado, e por Darian Tsokoulos, dedicado à preservação histórica e aos registros do passado. Entre a lógica mecânica da mãe e o idealismo narrativo do pai, desenvolveu hábito constante de observar, registrar e questionar informações, postura que se tornaria central em sua atuação profissional. Tinha dois irmãos: Helion, inclinado à disciplina física e militar, e Mira, voltada às artes visuais.
Entre Ruínas e Perguntas
Desde jovem demonstrou fascínio pela antiga civilização corvinus, analisando esculturas, inscrições e imagens que representavam figuras biológicas não compatíveis com a fauna conhecida do planeta. Questionava classificações acadêmicas que tratavam tais formas como meros símbolos religiosos, mantendo cadernos próprios de hipóteses e comparações visuais. Esse interesse o conduziu à formação em Comunicação e Jornalismo Histórico na Universidade de Habanas, onde aprendeu análise crítica de discurso, propaganda e manipulação narrativa, consolidando o entendimento de que sociedades escolhem o que lembrar e o que esquecer .
Publicou interpretações não convencionais sobre o passado corvinus e recebeu críticas acadêmicas severas, o que o afastou gradualmente da arqueologia tradicional e o aproximou do jornalismo investigativo e da divulgação pública no seu programa "Antes do Primeiro Código".
O Colapso do Mito
Com a chegada da nave UPC Horizonte no Ano 102 da UPC, Augustus atuou como consultor governamental ao lado de nomes como de Yula Traubout, Asuma Traubout, de militares como o Capitão Erigar Ally D'poll, Argos D'Fontelle, Passa Reen e do jovem hacker Zixpence Page-Teylor. Ele foi o primeiro a entrevistar Andariel, o sobrevivente extraterrestre.
O período subsequente ao contacto oficial com os sobreviventes da nave UPC Horizonte revelou-se turbulento, não por ameaças tecnológicas, mas pela interpretação simbólica de Andariel. Enquanto o governo o projectava como um arquétipo moral de esperança e benevolência, Augustus identificou o nascimento de um culto em tempo real. A curiosidade de Andariel pela religião de SIFI e as suas afirmações messiânicas sobre a origem da vida em Kantaryo foram vistas por Augustus como um padrão de mitificação perigoso. Ao tentar alertar o público de que o alienígena era um sobrevivente traumatizado e não um profeta, Augustus foi marginalizado pela indústria mediática e substituído por vozes menos questionadoras. Este isolamento levou-o a aceitar o financiamento da D’Atoxx Empreendimentos para escavações arqueológicas, onde, ao lado de Yula Traubout, descobriu o portal ligado à estrela Aix e as evidências da exploração industrial do ser de prata conhecido como Crave. A descoberta de que a D’Atoxx operava em coordenação com forças externas e a revelação de que Carly D’Atoxx liderava a organização Pena Branca marcaram o fim da sua fase como investigador académico.
O Despertar da Insurgência
A radicalização definitiva ocorreu após a divulgação de um vídeo falso de Andariel a destruir o congresso. Aliados o alienigenas eles resolvem dar fim ao teatro de poder e revelar a verdadeira liderança da Pena Branca. Durante a invasão à sede da D’Atoxx Indústrias, Augustus enfrentou o choque profundo de encontrar Nessa, com quem partilhara anos de intimidade, a atuar como uma das cabeças estrategistas do movimento autoritário. O confronto revelou a fragmentação do grupo: enquanto Trochilidae Orseau (esposa de Yula e Deputada eleita), Dra Asuma Traubout e o Comandante Argos optaram por integrar o novo governo em busca de ordem, Augustus, Zix, Passa, Feru e Yula recusaram a lógica conciliatória. O evento culminou na transformação biológica de Andariel e na sua subsequente execução; o alienígena foi decapitado pela lâmina carmesim de Lanos Larita Lavolk, o alienigena inimigo da UPC e ex-imperador galactico. A espada de energia controlada mentalmente pelo jovem Oliver Traubout (filho adotivo de Asuma) sob ordens de um mestre oculto, decapitou Andariel dando fim a sua vida. Augustus compreendeu, naquele hangar, que a superioridade dos visitantes tornava o confronto frontal um suicídio, assumindo então o papel de cronista de uma guerra clandestina.
A Vingança no Horizonte de Ferro
Durante onze anos de ditadura da Pena Branca, Augustus viveu na sombra da resistência, enquanto Lanos Larita Lavolk construía a nave Imperial Vingança e moldava Oliver como uma arma da Chama Púrpura. A caça aos remanescentes da Sociedade dos Grilhões culminou na captura de Augustus e dos seus companheiros, destinados a uma execução pública televisiva para servir de exemplo ao planeta. O cenário mudou abruptamente quando Oliver se voltou contra Lanos, executando-o e gerando o caos necessário para a fuga. A tripulação da UPC Zahl Vazir que veio ao planeta para resgatar sobreviventes tinha uma acordo com Oliver e sua mãe Asuma. Sacaram suas armas laser e ajudaram os outros prisioneiros a fugir. No interior da nave, Augustus localizou e libertou o Comandante Argos, que estava a ser utilizado como cobaia em experiências fisiológicas. O resgate foi finalizado com a evacuação para a nave UPC Zahl-Vazir e a subsequente destruição da Imperial Vingança no Oceano Dras. Augustus e os outros pedem asilo politíco a UPC na esperança que eles possam ajudar o seu planeta. Ao ver Kantaryo diminuir no visor enquanto a frota da União abandonava a órbita, Augustus aceitou o exílio definitivo, compreendendo que a sua nova missão seria garantir que a história do seu mundo não fosse escrita apenas pelos vencedores.
A Sentença do Abandono
Sob a orientação do Tenente-Comandante Kazuto 48 Kao, o grupo foi integrado a uma comissão consultiva para influenciar as decisões do Conselho. No entanto, a conclusão política liderada pelo presidente Jean Jolist Lontozigy foi pragmática e devastadora: Kantaryo foi oficialmente declarada uma zona de isolamento por risco militar e político. Augustus testemunhou o abandono diplomático de seu planeta natal, percebendo que a neutralidade da União era, na prática, uma forma de omissão estratégica que condenava seu povo ao esquecimento.
O Combate das Palavras
Recusando-se a aceitar o silêncio, Augustus, Feru, Argos, Yula, Passa e Kanna e Feru reestruturou a Sociedade dos Grilhões como um movimento político e cultural sediado no exílio. Durante os 134 anos da chamada Guerra dos Brilhantes — conflito que envolveu Argentium, Uroomidas e Kantaryo — ele atuou como a principal voz de denúncia contra a indiferença da UPC. Transformou-se em um escritor e documentarista de renome interplanetário, utilizando sua influência e a fortuna acumulada com suas obras para financiar comunidades chavartyanas e bolsas de estudo. Suas produções literárias, que misturavam análise histórica e reflexão filosófica, tornaram-se ferramentas de pressão diplomática, mantendo viva a existência de um mundo que os mapas oficiais tentavam apagar.
O Refúgio em Flantar
No plano pessoal, Augustus estabeleceu uma união com Yula Traubout baseada no conforto mútuo e na experiência compartilhada da perda. Do relacionamento nasceram dois filhos, embora Augustus tenha mantido uma postura de "exílio emocional", atuando mais como um mentor intelectual do que como uma figura paterna presente. Já idoso e trabalhando em seu quadragésimo oitavo livro, ele mudou-se para Flantar, uma comunidade chavartyana estável fundada por Kanna e Passa Reen. Ali, cercado por aqueles que ainda considerava sua família, buscou encerrar sua trajetória longe do ruído das metrópoles tecnológicas, dedicando seus últimos dias à organização de seus extensos arquivos históricos.
O Legado da Escuta
Augustus Tsokoulos faleceu durante o sono no Ano 160 da UPC, sendo encontrado em seu leito cercado por rascunhos inacabados. Seu funeral em Flantar reuniu figuras de diversos sistemas, incluindo a ex-presidente Ophra Kazuk, que reconheceu o impacto de suas palavras nas tentativas de reforma da União. Embora tenha morrido antes de ver o declínio final da UPC e a ascensão do Reino Galáctico de Coris, seu legado intelectual permaneceu como uma referência moral para as gerações futuras. Suas obras continuaram a circular como um lembrete de que o colapso das civilizações é precedido pelo momento em que elas deixam de ouvir as próprias histórias.
Linha do Tempo
-
Ano 174 KC — Nasce Augustus Tsokoulos na pequena cidade de Hasta, planeta Kantaryo, integrante da etnia corvinus; cresce ouvindo relatos fragmentados sobre a antiga grande civilização corvinus, suas ruínas soterradas e mitos sobre visitantes celestes, desenvolvendo desde cedo fascínio por história antiga, símbolos arqueológicos e narrativas sobre origens esquecidas, interesse que molda sua identidade intelectual muito antes de qualquer formação formal.
-
Ano 188 KC — Ingressa no ensino secundário com destaque em literatura, retórica e história comparada, demonstrando facilidade incomum para correlacionar mitos regionais, artefatos arqueológicos e padrões culturais distintos, hábito que o leva a questionar explicações acadêmicas tradicionais e a registrar cadernos pessoais de hipóteses alternativas sobre contatos antigos entre povos e possíveis influências extraplanetárias.
-
Ano 194 KC — Inicia graduação em Comunicação Social e Estudos Históricos, direcionando pesquisas para análise de iconografia antiga, lendas fundacionais e registros arquitetônicos anômalos encontrados em sítios corvinus; passa a catalogar esculturas, pinturas rupestres e inscrições que retratam seres não condizentes com a fauna ou biologia kantaryana, consolidando sua suspeita de que parte do passado do planeta fora deliberadamente mal interpretada ou esquecida.
-
Ano 197 KC — Publica os primeiros artigos independentes propondo leituras não convencionais do passado corvinus, sugerindo interferências externas ou visitantes interestelares ancestrais, recebendo críticas duras do meio acadêmico por falta de evidência material direta; a rejeição institucional fortalece sua postura de “teorias alternativas”, empurrando-o gradualmente para fora da arqueologia tradicional e aproximando-o do jornalismo investigativo e da divulgação pública.
-
Ano 200 KC — Conclui a faculdade e passa a trabalhar como produtor de conteúdo histórico-documental para emissoras locais, utilizando linguagem acessível e estética dramática para apresentar ruínas, símbolos e mistérios arqueológicos, atraindo público amplo e construindo reputação popular que contrasta com o ceticismo universitário; sua imagem excêntrica, roupas escuras e postura conspiratória carismática transformam-no em figura cultuada, mais celebridade cultural do que pesquisador formal.
-
Ano 102 da UPC — Durante o Evento de Mithyr, quando uma nave alienígena severamente danificada surge nos céus da capital, é convocado pelo governo como consultor histórico devido ao conhecimento prévio sobre inscrições e símbolos anômalos; integra a sala de crise ao lado da Dra. Yula Traubout, do biólogo Sakki Klack, da médica Asuma Traubout e oficiais militares como o Comandante Argos D'Fontelle, o Capitão Erigar Ally D'poll e o investigador Passa Reen, e o jovem hacker Zixpence Page-Teylor atuando na interpretação das marcas externas da nave, reconhecendo padrões semelhantes aos que estudara por décadas e concluindo que os tripulantes não pareciam invasores, mas sobreviventes em pedido de socorro. Participa da incursão à nave acidentada com trajes de contenção biológica, presencia corpos de múltiplas espécies e os primeiros sobreviventes alienígenas, incluindo Andariel, cuja morfologia corresponde com precisão a figuras aladas registradas em artefatos antigos; o choque entre teoria e evidência concreta redefine sua vida, transformando especulação histórica em fato observável e consolidando-o como elo simbólico entre o passado mitológico de Kantaryo e o presente extraterrestre.
-
Ano 103 da UPC — Lança o programa televisivo “Antes do Primeiro Código”, utilizando sua visibilidade pública para entrevistar cientistas, autoridades e testemunhas da Chegada, incluindo a Dra. Yula Traubout e o Presidente Pavyo Urton; torna-se principal rosto midiático do fenômeno alienígena, simultaneamente reverenciado como visionário e criticado como sensacionalista, ampliando sua influência cultural sobre a população.
-
Anos 104–106 da UPC — Entra em conflito ideológico com o governo ao questionar a idolatria crescente em torno de Andariel e o uso político da religião SIFI para consolidar poder estatal, denunciando publicamente riscos de fanatismo e manipulação simbólica; perde espaço na mídia oficial, é gradualmente afastado de funções estratégicas e vê sua imagem de celebridade transformar-se em incômodo político.
-
Ano 107 da UPC — Aceita convite da corporação D’Atoxx para coordenar escavações arqueológicas nas ruínas corvinus ao lado de Yula Traubout, afastando-se voluntariamente da capital e dos holofotes; dedica-se por meses a trabalho técnico de campo, catalogação e decifração, retomando a investigação histórica como ofício original e reconstruindo laços de confiança intelectual com Yula.
-
Ano 108 da UPC — Descobre, nas escavações, um artefato portal de origem extrakantaryana ligado a coordenadas estelares recorrentes em mitologias antigas, associando-as à estrela Aix, tradicionalmente temida como origem de forças hostis; simultaneamente presencia sinais de conspiração corporativa, experimentos ilegais com tecnologia alienígena e o assassinato do presidente, percebendo que a história de Kantaryo repetia ciclos de manipulação externa e interna.
-
Anos 109–110 da UPC — Após revelações sobre a Pena Branca e o controle exercido por Carly D’Atoxx e Lanos Larita Lavolk, une-se definitivamente ao grupo rebelde que ficaria conhecido como Sociedade dos Grilhões, abandonando a postura de observador para atuar como estrategista civil, analista histórico e articulador político, aceitando a condição de perseguido pelo próprio governo.
-
Ano 110 da UPC — Participa da invasão ao complexo da D’Atoxx, testemunha divisões internas entre aliados, o assassinato de Andariel pelo jovem Oliver e a consolidação do poder de Lanos, compreendendo que a tecnologia e as capacidades alienígenas superavam amplamente qualquer possibilidade de confronto direto; opta pela retirada estratégica, priorizando sobrevivência e reorganização da resistência.
-
Anos 111–125 da UPC — Atua como um dos líderes civis da Sociedade dos Grilhões, coordenando propaganda clandestina, documentação histórica do regime e redes de informação, transformando memória e narrativa em armas políticas enquanto a ditadura de Carly D’Atoxx se consolida e a perseguição aos rebeldes se intensifica.
-
Ano 125 da UPC — É capturado por Lanos durante o cerco à base rebelde e levado à nave Imperial Vingança para execução pública, sendo salvo no último momento por rebelião interna liderada por Oliver e sua mãe Asuma Traubout e por oficiais da UPC Zahl-Vazir; durante a fuga resgata Argos de experimentos e auxilia sobreviventes alienígenas, consolidando sua decisão de abandonar Kantaryo caso surja oportunidade.
-
Ano 125 da UPC — Solicita asilo político à União dos Planetas Confederados e parte para Antares com Yula Traubout, Zix, Passa, Kanna e Argos, deixando definitivamente seu mundo natal, consciente de que talvez jamais retornasse.
-
Anos 126–158 da UPC — Em exílio em Vandar (Antares) e depois em Flantar, dedica-se integralmente à escrita, produzindo dezenas de livros que misturam memória, investigação histórica e crítica política, tornando-se referência cultural interplanetária e principal cronista do desastre de Kantaryo; financia comunidades chavartyanas, apoia antigos companheiros e mantém campanha diplomática constante contra o isolamento imposto pela UPC. Desenvolve relação afetiva gradual com Yula Traubout, com quem tem dois filhos (Allin e Ebor), mantendo vínculo familiar não convencional marcado por afeto, distância emocional e prioridade constante ao trabalho intelectual e político, assumindo papel mais de mentor do que de pai presente.
-
Ano 158 da UPC — Já idoso e reconhecido como autor clássico entre exilados, muda-se para Flantar para viver próximo aos antigos companheiros, encerrando lentamente a produção literária enquanto organiza arquivos, diários e relatórios históricos destinados a futuras gerações.
-
Ano 160 da UPC — Falecimento 92 anos de idade) — Morre durante o sono em sua residência, deixando extensa obra documental que influencia debates diplomáticos, reformas culturais e políticas interplanetárias; seu funeral reúne representantes de diversos mundos, consolidando sua memória não como conspirador excêntrico, mas como cronista essencial de uma era de contato, guerra e exílio.
