top of page
ChatGPT Image 16 de jun. de 2025, 16_23_23.png
Sargento Lartekistosky Vaermetilhym (argentinium).jpg

Lartekistosky Vaermetilhym

Ficha Técnica:

​

Planeta natal: Monarquia Argentium
Local de nascimento: Obenta
Raça: Argentinio
Idade ao falecer: 66 anos
Profissão: Militar; líder resistência
Reação: +4
Data do falecimento: Ano 155 da UPC.
Filiação: Frota Imperial Tapra; Rebeldes Silver
Relações:

  • Pai: Kelmor Vaermetilhym.

  • Mãe: Seralyth Vaermetilhym.

  • Irmão: Werynth Vaermetilhym.

  • Irmã: Melarien Vaermetilhym.

  • Esposa: Xaerynthalyss Vaermetilhym.

  • Filho: Vaerokhysth Pymvarenth Vaermetilhym.

  • Filha: Lyssarien Thaevorym Vaermetilhym.

Jogador: Sacha Witkowski

As Montanhas de Prata de Obenta

Lartekistosky Vaermetilhym nasceu no ano 89 da UPC na cidade-Estado de Obenta, situada no Continente Oriental de Argentium, em uma região caracterizada por extensos vales ricos em minerais metálicos e cadeias montanhosas que refletiam a luz da estrela Heze. Naquele período, Argentium encontrava-se dividido entre vinte e sete cidades-Estado independentes que disputavam recursos, influência e supremacia política. Embora distante das principais fronteiras militares, Obenta possuía relevância estratégica devido às suas minas de prata, à produção de ligas metálicas e instrumentos de precisão e à forte tradição religiosa ligada ao culto da deusa Aurithia, elementos que moldavam simultaneamente sua economia, cultura e organização social.

A família Vaermetilhym ocupava posição de prestígio dentro da sociedade local. Seu pai, Kelmor Vaermetilhym, servia como engenheiro militar de Tapra Asnaad e havia participado das primeiras campanhas contra Sinfran, dedicando sua carreira ao desenvolvimento de fortificações e tecnologias militares. Sua mãe, Seralyth Vaermetilhym, era sacerdotisa dos Luminários e guardiã dos Códices da Aurora, preservando parte da tradição espiritual do povo argentinio. Crescendo entre a disciplina militar e a formação religiosa, Lartekistosky recebeu desde a infância ensinamentos que conciliavam estratégia, responsabilidade, conhecimento e devoção, enquanto convivia com seus irmãos Werynth e Melarien, que seguiram caminhos ligados às carreiras militar e científica.

Sua infância transcorreu durante um período de crescente instabilidade política. A rivalidade entre Tapra Asnaad e Sinfran (esta última apoiada pelo planeta vizinho Uroomidas) fazia com que mesmo regiões afastadas dos campos de batalha sofressem as consequências da militarização do planeta. Chuvas químicas corrosivas, ventos intensos e auroras químicas faziam parte da rotina dos habitantes de Obenta, enquanto o ambiente doméstico era marcado pelo contraste entre o pensamento militar de seu pai e a visão conciliadora transmitida por sua mãe. Dessa convivência surgiu uma personalidade disciplinada, racional e profundamente convencida de que o conhecimento poderia evitar guerras futuras.

​

O Sonho de Voar Entre os Lumes

Durante a juventude, a notícia do primeiro contato entre Argentium e a União dos Planetas Confederados espalhou-se por todas as cidades-Estado. A aceitação do príncipe Craswerdh Vendreserwqw pela UPC tornou-se símbolo de esperança para parte da população e motivo de temor para outra, acelerando a militarização do planeta e contribuindo para novos conflitos internos. Nesse mesmo período, Lartekistosky desenvolveu o desejo de tornar-se piloto ao observar os Lumes cruzando os céus montanhosos de Argentium. Incentivado pelo pai, transformou esse sonho em objetivo de vida.

Aos quatorze anos ingressou na Academia Militar de Tapra Asnaad, destacando-se rapidamente em matemática, física aplicada, estratégia, pilotagem e simulações de combate espacial. Dois anos depois foi selecionado para a Academia Espacial de Palomar, onde recebeu treinamento em motores de dobra, engenharia de campo subespacial, combate orbital, sensores e comunicações interestelares, integrando a primeira geração de pilotos argentinius treinados segundo os padrões tecnológicos surgidos após o contato com a comunidade galáctica. Aos dezoito anos concluiu sua formação com desempenho máximo nas principais disciplinas militares, sendo incorporado à Força Aérea Imperial durante o governo do Imperador Staad Pympenmith, iniciando oficialmente a carreira que o transformaria em um dos pilotos mais conhecidos da história de Argentium.

​

A Tempestade da Nebulosa do Pilar

Os primeiros anos de serviço de Lartekistosky Vaermetilhym coincidiram com um período de profunda transformação das forças armadas do planeta. Incorporado à Força Aérea Imperial de Tapra Asnaad, passou a atuar em patrulhas orbitais e missões de escolta estratégica durante o processo de modernização promovido pelo imperador Staad Pympenmith. A experiência obtida após o primeiro contato com a UPC impulsionava reformas tecnológicas em toda a estrutura militar, introduzindo novos motores de dobra, sistemas de navegação e caças orbitais mais avançados. Nesse ambiente, Lartekistosky destacou-se pela precisão de suas manobras, domínio dos sistemas de sensores e capacidade de analisar rapidamente situações de combate, tornando-se também instrutor auxiliar de pilotos recém-formados e consolidando sua reputação como um oficial disciplinado e tecnicamente preparado.

Enquanto sua carreira avançava, Argentium aproximava-se de um novo conflito. A invasão do sistema Heze conduzida por Uroomidas surpreendeu as forças do planeta com ataques simultâneos contra bases militares, centros industriais e sistemas de comunicação, comprometendo a capacidade de resposta da defesa argentinia. Lartekistosky participou das primeiras operações defensivas da Força Aérea Imperial, enfrentando sucessivas batalhas orbitais contra um adversário tecnologicamente superior. Mesmo diante da inferioridade material, conseguiu sobreviver aos confrontos iniciais e conduzir diversos companheiros de volta às bases após missões consideradas praticamente suicidas. À medida que a guerra revelava sua verdadeira dimensão, abandonou a convicção juvenil de que os conflitos seriam instrumentos de proteção para compreender o alcance da destruição causada pela ocupação estrangeira. Ainda assim, permaneceu em combate durante toda a fase inicial da invasão, tornando-se um dos pilotos mais respeitados da resistência militar de Argentium.

Poucos anos depois, foi designado para integrar a grande expedição organizada por Staad Pympenmith após a última transmissão enviada por seu filho, o príncipe Craswerdh Vendreserwqw. Convencido de que o herdeiro desaparecido poderia estar vivo em algum ponto da Nebulosa do Pilar, o imperador reuniu uma das maiores forças espaciais da história do planeta e ordenou sua entrada naquela região desconhecida. Lartekistosky participou da missão como piloto de caça, encarregado de proteger a formação durante a travessia da nebulosa. Entretanto, os fenômenos gravitacionais, tempestades energéticas e distúrbios espaciais rapidamente desorganizaram toda a frota. As embarcações perderam contato entre si e desapareceram em grupos isolados, sem qualquer possibilidade de reorganização.

Separado do restante da expedição, Lartekistosky iniciou uma longa luta pela sobrevivência. Durante aproximadamente um ano permaneceu completamente isolado na Nebulosa do Pilar, racionando alimentos, combustível, energia e o cloreto de carbonila indispensável à respiração dos argentinius. Sem comunicação, sem referências astronômicas e sem notícias de Argentium, utilizou toda a sua formação técnica para manter o caça operacional o maior tempo possível. À medida que os recursos se aproximavam do esgotamento, compreendeu que sua sobrevivência dependia apenas da capacidade de prolongar o funcionamento da própria aeronave enquanto aguardava um resgate que parecia cada vez mais improvável.

​

O Sobrevivente Encontrado Pela UPC

O desfecho de sua deriva ocorreu no ano 113 da UPC, quando a nave de exploração UPC Zahl Vazir detectou uma pequena assinatura energética incompatível com os fenômenos naturais da Nebulosa do Pilar. A aproximação revelou um antigo caça argentinio praticamente sem energia, mantendo apenas os sistemas mínimos de suporte à vida. Em seu interior encontrava-se Lartekistosky Vaermetilhym, debilitado pelos longos meses de isolamento, mas ainda vivo graças ao rigoroso gerenciamento dos recursos disponíveis. Após o resgate, foi levado para a enfermaria da nave, onde recebeu atendimento médico do doutor Í'kj't e iniciou um lento processo de recuperação física. Sua sobrevivência foi considerada extraordinária pela tripulação da nave.

Por determinação do capitão Klaus Windrunner, os procedimentos de segurança e as primeiras entrevistas ficaram sob responsabilidade do tenente-comandante Poll-Krass Var Kankroo. Ao reconstruírem os acontecimentos da expedição desaparecida, os relatos de Lartekistosky permitiram compreender que toda a operação organizada por Staad Pympenmith havia sido motivada pela tentativa de localizar Craswerdh Vendreserwqw. Em seguida, passou a colaborar diretamente com Poll-Krass e com os demais oficiais da UPC Zahl Vazir na análise das transmissões enviadas pelo príncipe antes do desaparecimento da UPC Horizonte, permitindo que informações preservadas pela UPC fossem confrontadas com os registros militares de Argentium. Essa cooperação marcou o início de uma investigação conjunta destinada a esclarecer um dos maiores mistérios da exploração da Nebulosa do Pilar.

​

O Caminho para Kantaryo

Com o auxílio dos poltergeins, a UPC Zahl Vazir conseguiu atravessar regiões da Nebulosa do Pilar consideradas intransponíveis pelos métodos convencionais de navegação, alcançando finalmente o sistema de Kantaryo. As primeiras observações revelaram um cenário inesperado: um gigantesco estaleiro espacial construía um cruzador de dimensões sem precedentes, evidenciando o elevado desenvolvimento industrial e militar daquele planeta. Embora o objetivo principal permanecesse a localização da desaparecida UPC Horizonte, novas descobertas ampliaram a complexidade da missão. Registros de propulsão demonstravam que embarcações provenientes de Capela haviam visitado o sistema, enquanto sensores identificaram um fraco sinal biológico compatível com o embaixador flantariano Manuncharov Egor, indicando que ao menos um integrante da antiga missão ainda poderia estar vivo. Nenhum sinal correspondente ao príncipe Craswerdh Vendreserwqw, entretanto, foi localizado. Durante toda essa etapa, Lartekistosky colaborou na interpretação das transmissões antigas, compartilhou todas as informações que possuía sobre a expedição argentinia e participou do planejamento das buscas conduzidas pela tripulação da UPC, mantendo vivo o objetivo que o levara anos antes à Nebulosa do Pilar: descobrir o destino do príncipe e da frota desaparecida.

​

Sob o Escudo Invisível

Na fase seguinte das investigações, Lartekistosky passou a atuar ao lado da tenente-comandante Zeinep Sinan no monitoramento da superfície de Kantaryo. Uma nova análise dos sensores identificou traços genéticos pertencentes a uma jovem localizada em uma pequena ilha do Oceano de Dras. Zeinep pilotou uma nave auxiliar até as coordenadas indicadas, escoltada pelo caça conduzido por Lartekistosky. A aproximação, entretanto, revelou apenas um aparente vazio. Quando a missão iniciava o retorno, ambas as aeronaves colidiram contra um poderoso escudo de energia invisível, sofreram danos severos e caíram nas águas profundas do oceano.

Enquanto as embarcações afundavam, Zeinep coordenou a sobrevivência dos ocupantes e conseguiu estabelecer um breve contato com a UPC Zahl Vazir, recebendo a informação de que uma embarcação desconhecida aproximava-se rapidamente da região. Pouco depois, uma nave capelina recolheu todos os sobreviventes e conduziu o grupo para um complexo científico oculto sob o escudo energético. Os pesquisadores responsáveis pela instalação informaram que a base existia para estudar um antigo portal construído por civilizações ancestrais de Kantaryo. Durante a permanência no local, os oficiais da UPC receberam abrigo e tiveram acesso às pesquisas realizadas naquele centro científico.

​

A Verdade Oculta em Kantaryo

Enquanto aguardavam condições para retornar à UPC Zahl Vazir, Lartekistosky acompanhou as investigações relacionadas a Soana. Os cientistas relataram que haviam localizado recentemente a jovem híbrida, filha de Manuncharov Egor e da Tenente Soara Atana, (ambos tripulantes da desaparecida UPC Horizonte) mas encontraram apenas o corpo de seu pai. Apesar de conseguirem identificar posteriormente a posição de Soana, afirmaram jamais ter encontrado qualquer indício de que Craswerdh Vendreserwqw ou outro integrante da expedição argentinia houvesse alcançado Kantaryo.

Os acontecimentos mudaram drasticamente quando o primeiro-oficial Jorge 42 Kaoa descobriu um laboratório mantido em absoluto segredo pelos pesquisadores capelinos. No interior da instalação estavam preservados corpos e partes anatômicas de kantaryanos utilizados em experimentos biológicos. Entre o material catalogado encontrava-se um braço pertencente ao príncipe Craswerdh Vendreserwqw. Os exames realizados confirmaram sua identidade e revelaram que a prata presente em seu organismo havia sido utilizada como matéria-prima em pesquisas científicas. A descoberta demonstrou que o herdeiro de Argentium realmente chegara a Kantaryo, mas fora morto durante as experiências conduzidas naquele complexo, encerrando praticamente qualquer esperança de encontrá-lo com vida.

Ao perceber que o laboratório clandestino havia sido descoberto, a Comandante Emylka Mormon (Oficial Conselheira da nave) tentou assassinar o Comandante Jorge para impedir que os crimes fossem revelados. Antes que pudesse restabelecer o controle da situação, forças militares kantaryanas iniciaram um ataque de grandes proporções contra o complexo científico. O escudo de energia foi destruído, permitindo a invasão da instalação por tropas comandadas pelo nativo Oliver Traubout e Asuma Traubout. 

​

O Fim da Busca

Após a tomada do complexo, iniciou-se uma negociação entre os oficiais da UPC Zahl Vazir e Oliver Traubout. Lartekistosky acompanhou as conversas que resultaram em um acordo segundo o qual a tripulação da UPC poderia deixar Kantaryo levando Soana e os demais sobreviventes, enquanto Oliver assumiria a responsabilidade de enfrentar o regime de Lanos Larita Lavolk e encerrar as atividades do complexo científico. Pouco depois, os oficiais foram conduzidos ao gigantesco cruzador construído no estaleiro espacial, onde encontraram Lanos, Carly D'Atoxx, integrantes da organização Pena Branca (que controlava o planeta) e diversos prisioneiros políticos. A ruptura promovida por Oliver desencadeou um intenso confronto armado, permitindo que a tripulação da UPC Zahl Vazir, auxiliada por Augustus Tsokoulos, Zixpence e Passa Reen, escapasse do planeta durante o ataque coordenado realizado pela própria nave da UPC contra o cruzador kantaryano.

Durante a retirada definitiva de Kantaryo, Augustus Tsokoulos revelou a Lartekistosky o destino do príncipe Craswerdh Vendreserwqw e da tripulação enviada por Staad Pympenmith. Segundo seu relato, Crave (como era conhecido) havia sido assassinado por Lanos Larita Lavolk, enquanto seu corpo fora utilizado em experimentos científicos. A tripulação do cruzador argentinio também perecera, sendo morta pela população local e tendo a embarcação desmontada para aproveitamento de seus materiais, assim como seus corpos. A expedição iniciada anos antes encerrava-se sem sobreviventes, restando apenas a confirmação definitiva da morte do herdeiro de Argentium e do fracasso da missão organizada pelo imperador.

Durante o retorno através da Nebulosa do Pilar, uma última descoberta encerrou definitivamente aquele capítulo de sua vida. O doutor One identificou os destroços da frota enviada por Argentium muitos anos antes. A análise dos fragmentos demonstrou que as embarcações haviam sido destruídas pelas tempestades iônicas da nebulosa antes mesmo de alcançarem Kantaryo. Para Lartekistosky, desapareciam as últimas dúvidas sobre o destino da expedição. A longa busca pelo príncipe chegava ao fim entre os destroços espalhados pelo espaço profundo, encerrando uma missão iniciada pela esperança e concluída pela confirmação definitiva da tragédia.

​

O Último Retorno a Argentium

Após deixar Kantaryo e atravessar novamente a Nebulosa do Pilar, a UPC Zahl Vazir conduziu Lartekistosky Vaermetilhym de volta a Argentium no ano 125 da UPC. Muito tempo havia transcorrido desde sua partida, e o antigo piloto retornava como o único sobrevivente conhecido da expedição enviada por Staad Pympenmith em busca do príncipe Craswerdh Vendreserwqw. Sua primeira missão ao desembarcar foi apresentar-se ao imperador e relatar, em detalhes, tudo o que descobrira durante os anos de ausência. Descreveu a destruição da frota nas tempestades da nebulosa, o resgate realizado pela UPC Zahl Vazir, a chegada a Kantaryo, as investigações conduzidas ao lado da tripulação da UPC e a confirmação da morte do príncipe e dos demais integrantes da expedição. Também informou que os destroços encontrados na nebulosa encerravam definitivamente qualquer esperança de localizar outros sobreviventes.

A notícia mergulhou Staad Pympenmith em profundo luto. A perda definitiva de seu único herdeiro abalou não apenas a família imperial, mas também a estabilidade política de Argentium. Ao mesmo tempo, os anos de isolamento e o desaparecimento da maior parte da frota espacial haviam reduzido significativamente a capacidade defensiva do planeta. Aproveitando essa fragilidade, o imperador decidiu lançar suas últimas reservas militares em uma campanha contra Kantaryo, utilizando uma rota segura obtida por meio de um acordo com os poltergeins da Nebulosa do Pilar. A ofensiva, motivada pelo desejo de vingança, deixou Argentium praticamente desprotegido diante das ameaças externas que há muito aguardavam uma oportunidade para agir.

Pouco tempo depois teve início a guerra entre Argentium e Kantaryo. Dias mais tarde, Uroomidas firmou uma aliança com Kantaryo e lançou uma ofensiva conjunta contra o planeta argentinio. A superioridade tecnológica e logística dos invasores provocou o colapso das defesas em poucas horas. Bases militares, centros industriais e cidades estratégicas foram ocupados em rápida sucessão, enquanto o governo imperial perdia sua capacidade de coordenar qualquer resistência organizada. Durante os combates finais pela defesa da capital, Staad Pympenmith foi morto, encerrando a dinastia responsável pela unificação de Argentium. Com sua morte, iniciou-se o período conhecido como os Dez Anos da Ocupação Uroomida, marcado pela exploração sistemática da população, pelo trabalho forçado e pela repressão à identidade cultural argentinia. Kantaryo retirou-se do conflito após destruir a frota de Argentium, deixando o planeta indefeso diante da ocupação uroomida.

​

A Chama da Resistência

Lartekistosky recusou-se a aceitar a derrota. Tendo sobrevivido à destruição da expedição na Nebulosa do Pilar e testemunhado a queda do antigo governo, abandonou a condição de oficial de um exército que já não existia para organizar pequenos grupos de resistência compostos por antigos militares, mineradores, trabalhadores e civis. Utilizando sua experiência em estratégia, reconhecimento e combate espacial, adaptou conhecimentos militares às necessidades de uma guerra de guerrilha, coordenando ações de sabotagem, resgate de prisioneiros e ataques contra instalações do ocupante.

Ao longo dos anos seguintes, seu nome passou a circular clandestinamente entre as comunidades escravizadas como referência para aqueles que continuavam lutando contra a ocupação. Enquanto os uroos o classificavam como um dos homens mais procurados do planeta, entre os argentinius sua atuação representava a continuidade da resistência iniciada antes mesmo da invasão. Em um cenário onde não existiam mais grandes exércitos ou instituições capazes de defender o planeta, a sobrevivência da causa passou a depender de líderes capazes de organizar pequenas células insurgentes espalhadas por Argentium, papel que Lartekistosky assumiu de forma permanente.

​

Uma Família em Meio à Guerra

Durante os primeiros anos da resistência, Lartekistosky conheceu Xaerynthalyss Vaermetilhym, integrante de uma célula clandestina que também havia perdido familiares durante a invasão. A convivência em missões de infiltração, sabotagem, resgate de prisioneiros e transporte de suprimentos fortaleceu uma relação inicialmente construída pelo dever comum e posteriormente transformada em vínculo afetivo. Enquanto Lartekistosky dedicava-se ao planejamento estratégico das operações militares, Xaerynthalyss coordenava redes civis de apoio responsáveis por esconder refugiados, atender feridos e manter a comunicação entre diferentes grupos rebeldes espalhados pelo planeta.

Mesmo vivendo sob ocupação, decidiram constituir uma família. O nascimento de seus dois filhos ocorreu em meio à guerra, obrigando o casal a criar as crianças em esconderijos improvisados, antigos túneis de mineração e instalações abandonadas. A constante necessidade de fugir das patrulhas inimigas marcou a infância dos filhos, que aprenderam desde cedo a reconhecer sinais de ataque e a preservar a própria segurança. Nos breves momentos de tranquilidade, Lartekistosky transmitia ensinamentos ligados à disciplina, ao conhecimento e à responsabilidade, enquanto Xaerynthalyss preservava as tradições culturais e espirituais que os ocupantes tentavam apagar. Para ambos, a luta deixara de significar apenas a libertação do planeta; significava garantir que as futuras gerações pudessem conhecer uma Argentium livre.

​

O Cativeiro do Comandante

Com o fortalecimento da resistência, as forças uroomidas intensificaram a perseguição aos seus principais líderes. Redes de informantes foram ampliadas, recompensas passaram a ser oferecidas e sucessivas operações militares reduziram os espaços seguros utilizados pelos insurgentes. Lartekistosky tornou-se um dos principais alvos da ocupação até ser capturado no ano 153 da UPC durante uma operação destinada à retirada de civis de uma área prestes a ser ocupada. Permanecendo na retaguarda para garantir a fuga de refugiados, de seus companheiros e de sua própria família, combateu até o esgotamento completo de suas munições. Cercado por forças muito superiores, acabou preso e conduzido ao sistema carcerário mantido pelos invasadores. Sua captura foi apresentada pelos uroos como uma grande vitória política, enquanto para os argentinius representou mais um símbolo do sacrifício exigido pela resistência.

Separado da esposa, dos filhos e dos demais combatentes, permaneceu encarcerado durante meses, submetido a interrogatórios e pressões para revelar a localização das células rebeldes. Recusou-se a fornecer qualquer informação que colocasse em risco a resistência, mantendo silêncio mesmo diante das ameaças dirigidas à própria família. Sua postura levou as autoridades de ocupação a organizarem um julgamento público cujo objetivo era transformar sua execução em demonstração de força contra toda a população de Argentium.

​

O Julgamento de um Homem Livre

Após meses de encarceramento, Lartekistosky Vaermetilhym foi conduzido à capital administrativa do governo de ocupação uroomida para ser submetido a julgamento. Durante todo o período em que permaneceu preso, recusou-se a revelar a localização das principais células da resistência ou a identificar seus líderes, mesmo diante de sucessivos interrogatórios, promessas de anistia e ameaças dirigidas à própria família. A firmeza demonstrada diante das autoridades ocupantes transformou-o em um símbolo ainda mais importante para a população argentinia, levando o governo invasor a organizar um julgamento público cujo objetivo não era estabelecer responsabilidades, mas legitimar uma sentença previamente decidida e utilizá-la como demonstração de força contra toda a resistência.

Realizado no ano 155 da UPC diante de milhares de cidadãos obrigados a comparecer, o julgamento apresentou Lartekistosky como responsável por terrorismo, sabotagem, assassinato de oficiais imperiais, conspiração contra o governo ocupante e incitação à rebelião. Diante do tribunal, recusou-se a reconhecer qualquer legitimidade na autoridade uroomida para julgar um cidadão que defendia sua própria terra. Em sua última declaração afirmou que nenhum invasor possuía o direito de condenar quem lutava pela liberdade de Argentium e declarou que seu planeta jamais permaneceria escravo para sempre. As palavras pronunciadas naquele julgamento espalharam-se clandestinamente pelas comunidades ocupadas e passaram a integrar os juramentos repetidos pelos grupos de resistência durante os anos seguintes.

​

O Martírio que Alimentou a Guerra

Poucos dias depois, a sentença foi executada em uma praça pública construída pelos ocupantes para demonstrações de poder. Diante de soldados, autoridades e milhares de civis, Lartekistosky Vaermetilhym foi executado como exemplo destinado a desencorajar qualquer tentativa de rebelião. O resultado produzido pela execução foi oposto ao esperado pelas autoridades uroomidas. Em vez de enfraquecer a resistência, sua morte provocou uma nova onda de levantes, sabotagens e ataques contra instalações militares, transformando definitivamente o antigo piloto e comandante rebelde no maior mártir da história de Argentium durante o período de ocupação.

Após sua execução, Xaerynthalyss Vaermetilhym recusou-se a abandonar a luta. Assumiu parte das redes clandestinas organizadas pelo marido e continuou coordenando operações de inteligência, rotas de fuga e distribuição de suprimentos destinados aos grupos rebeldes. Ao lado dos filhos, preservou o sobrenome Vaermetilhym como referência permanente da resistência argentinia, mantendo viva a organização construída durante anos de combate contra a ocupação estrangeira.

O filho mais velho, Vaerokhysth Pymvarenth Vaermetilhym, tornou-se comandante de uma das maiores forças guerrilheiras organizadas nos anos finais da guerra. Sua irmã, Lyssarien Thaevorym Vaermetilhym, dedicou-se à proteção de refugiados, ao ensino clandestino da história de Argentium e à preservação das tradições culturais que os ocupantes procuravam eliminar. Enquanto um mantinha a luta armada, a outra assegurava a continuidade da identidade histórica e cultural de seu povo, dando prosseguimento ao legado construído por seus pais.

​

A Memória Depois da Guerra

Durante toda a Guerra dos Brilhantes, o nome de Lartekistosky Vaermetilhym permaneceu presente entre os grupos que resistiam à ocupação. Canções, relatos orais e mensagens clandestinas preservaram a memória do piloto que atravessara a Nebulosa do Pilar, sobrevivera ao isolamento no espaço e permanecera em combate mesmo após assistir à destruição da antiga ordem política de Argentium. Para inúmeros combatentes, recordar sua trajetória significava reafirmar o compromisso de continuar lutando até a libertação definitiva do planeta.

No ano 156 da UPC, a Guerra dos Brilhantes chegou ao fim com a mediação da União dos Planetas Confederados, conduzida por sua presidente, Ophra Kazuk. O acordo encerrou oficialmente a ocupação uroomida, determinou a retirada das forças invasoras e estabeleceu uma nova organização política para Argentium, que passou a integrar o protetorado da União durante o processo de reconstrução. A paz também representou o reconhecimento internacional do sofrimento enfrentado pela população argentinia ao longo dos anos de guerra.

Após o conflito, Lartekistosky Vaermetilhym foi oficialmente reconhecido como um dos maiores heróis planetários de Argentium. O local de sua execução transformou-se na Praça dos Mártires da Libertação, onde foi erguida uma estátua representando-o com o uniforme da antiga Força Aérea Imperial voltado para o céu, em referência ao sonho de infância que o levara à aviação. Seu nome passou a identificar a principal Academia de Aviação Militar do planeta, monumentos foram construídos nas antigas cidades da resistência e a data de sua execução tornou-se o Dia da Liberdade Argentinia, dedicado à memória daqueles que morreram durante a ocupação.

Nas décadas seguintes, os descendentes da família Vaermetilhym participaram da reconstrução de Argentium, atuando nas novas instituições civis e militares e na preservação da memória histórica da ocupação. Com o passar dos séculos, o sobrenome Vaermetilhym deixou de representar apenas uma tradicional família da cidade de Obenta para tornar-se referência permanente da resistência argentinia. A trajetória de Lartekistosky passou a ser lembrada como parte da história de um povo que enfrentou invasões, ocupação estrangeira e sucessivas perdas sem abandonar o propósito de recuperar sua liberdade. Assim permaneceu registrado entre historiadores, militares e cidadãos de Argentium: o piloto que partiu em busca de um príncipe desaparecido, atravessou os mistérios da Nebulosa do Pilar, retornou para encontrar seu mundo em ruínas e dedicou os últimos anos de sua vida à resistência contra a ocupação de seu planeta.

Linha do Tempo

Ano 89 da UPC - Nasce na cidade-Estado de Obenta, no Continente Oriental de Argentium.

Ano 103 da UPC - Ingressa na Academia Militar de Tapra Asnaad.

Ano 105 da UPC - É selecionado para a Academia Espacial de Palomar.

Ano 107 da UPC - Forma-se e ingressa na Força Aérea Imperial.

Ano 113 da UPC - É resgatado pela UPC Zahl Vazir e participa da missão em Kantaryo.

Ano 125 da UPC - Retorna a Argentium e comunica o destino de Craswerdh Vendreserwqw ao imperador Staad Pympenmith. Presencia a invasão de Argentium e inicia a resistência contra a ocupação Uroomidas.

Ano 127–152 da UPC - Lidera células de resistência, casa-se com Xaerynthalyss Vaermetilhym e constitui sua família. 

Ano 153 da UPC - É capturado pelas forças Uroomidas.

Ano 155 da UPC - É julgado e executado em praça pública.

Ano 156 da UPC - O fim da Guerra dos Brilhantes consolida sua memória como mártir da libertação de Argentium.

bottom of page