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Amytiel

Ficha Técnica:

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Planeta natal: Goodles
Local de nascimento: Alada
Raça: Goodlesiano
Idade ao falecer: Desconhecido
Profissão: Exploradora; militar; espiã

Reação: +6
Data do falecimento: Ano 276 da UPC 
Filiação: Goodles; UPC
Relações:

  • Zumir - Contra parte vazzioniana

Naves em que atuou:

  • Expedicionária

  • UPC Bubilas

  • UPC Zahl Vazir.

Jogador: Walace Lopo

A Chama da Exploração

Amytiel nasceu na cidade sagrada de Alada, nos Campos Alísios de Paradesha, milhares de éons antes da fundação da União dos Planetas Confederados. Criada segundo a tradição aladina, recebeu a formação destinada aos guardiões de Goodles, aprendendo o domínio do voo, da espada ancestral e da disciplina militar. Desde cedo, porém, demonstrou maior interesse pela compreensão da criação do que pela guerra, dedicando-se ao estudo de idiomas, culturas e diferentes formas de vida. A Primeira Guerra Goodlesiana transformou profundamente sua civilização e, enquanto muitos assumiram funções militares na reconstrução do planeta, Amytiel decidiu seguir outro caminho. Assim que as rotas interestelares foram reabertas, adquiriu uma antiga nave de um sucateiro, restaurou seus sistemas e a batizou de Expedicionária. A partir desse momento percorreu a Via Láctea registrando geografia, fauna, religiões, idiomas e organizações sociais, convencida de que preservar a memória dos povos era uma forma de proteger a própria criação. Mesmo conhecendo a antiga profecia que anunciava seu futuro encontro com sua contraparte vazzioniana, Zumir, recusou-se a permitir que esse destino interrompesse sua missão de explorar o universo.

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A Senhora dos Raios

Durante uma longa expedição ao sistema Lesath, Amytiel estudou uma civilização humanoide capaz de produzir e manipular energia elétrica como parte de sua própria biologia. Como fazia em todos os mundos tecnologicamente pouco desenvolvidos, limitou-se à observação discreta, evitando interferir na evolução daquela sociedade. Essa postura mudou quando uma tempestade elétrica sem precedentes colocou inúmeras tribos à beira da destruição. Diante da ameaça de um desastre em larga escala, utilizou sua magia para desviar descargas atmosféricas, teleportar famílias inteiras para locais seguros e conter parte da devastação provocada pela tempestade. Os sobreviventes passaram a relatar o aparecimento de uma mulher alada envolta por relâmpagos azulados, capaz de desaparecer em clarões e comandar o próprio trovão. Com o passar das gerações, esses relatos transformaram-se na lenda da Senhora dos Raios, uma entidade que surgia apenas para proteger o mundo durante grandes tempestades. Amytiel jamais desfez essa crença, registrando apenas que destruir aquele mito causaria maior impacto cultural do que permitir sua permanência entre os lesathianos.

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O Mundo que Não Pôde Ser Salvo

Em outra expedição, Amytiel estabeleceu uma longa pesquisa sobre uma antiga civilização reptiliana que habitava um pequeno planeta azul e que, milênios depois, seria lembrada apenas pelas lendas sobre os lemurianos. Durante anos registrou sua cultura, organização social, idioma e espiritualidade sem interferir em seu desenvolvimento. A pesquisa foi interrompida quando seus instrumentos detectaram que um enorme cometa havia sido deliberadamente desviado para uma rota de colisão com o planeta. Convencida de que não se tratava de um fenômeno natural, abandonou imediatamente sua posição de observadora e empregou toda sua magia na tentativa de alterar a trajetória do astro. Apesar dos esforços, a massa do cometa tornou impossível impedir o impacto. Restou-lhe apenas resgatar pequenos grupos de sobreviventes antes que a colisão devastasse continentes inteiros e praticamente exterminasse a civilização que estudava. O acontecimento tornou-se um marco em sua vida, fazendo-a compreender que nem mesmo um guardião de Goodles era capaz de salvar todos os mundos. Desde então, passou a dedicar ainda mais atenção ao registro das culturas que encontrava, consciente de que uma única tragédia poderia apagar milhões de anos de história.

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A Descoberta da Guerra

A destruição da antiga civilização da Terra levou Amytiel a investigar a origem do cometa responsável pela catástrofe. Após revisar inúmeras vezes seus registros, concluiu que a alteração da órbita havia sido provocada deliberadamente. Em busca de respostas, viajou até Titã, onde consultou arquivos históricos, mapas estelares e relatos preservados por uma das maiores comunidades científicas da região. As pesquisas revelaram que diversos sistemas registravam ataques silenciosos, desaparecimento de colônias e movimentos militares incompatíveis com tempos de paz. O desastre que testemunhara fazia parte dessas operações e fora provocado por agentes ligados ao nascente Império Galáctico. A revelação transformou profundamente sua visão sobre a galáxia. Amytiel compreendeu que civilizações inteiras podiam ser destruídas não por fenômenos naturais, mas por decisões políticas tomadas a anos-luz de distância. Ao deixar Titã, no ano 84 da UPC, decidiu que sua missão não seria apenas conhecer novas culturas, mas também preservar suas histórias antes que desaparecessem sob as guerras que começavam a se espalhar pela Via Láctea.

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As Sombras da Chama Púrpura

Enquanto prosseguia suas explorações, Amytiel passou a acompanhar o resurgimento da União dos Planetas Confederados e a reconstrução da galáxia após a derrota do Império Galáctico. Embora respeitasse a atuação da UPC, preferiu permanecer independente, utilizando suas viagens para investigar acontecimentos pouco documentados da guerra. Durante essas pesquisas encontrou registros que relacionavam o ex-imperador Lanos Larita Lavolk ao domínio da Chama Púrpura, conhecimento que despertou antigas tradições preservadas em Goodles. Convencida de que um portador pleno desse poder dificilmente teria morrido como acreditava a maior parte da galáxia, iniciou uma investigação própria. Ao longo de décadas reuniu relatos, analisou transmissões militares e cruzou registros de navegação, identificando indícios de uma rede de influência formada por antigos seguidores do Império infiltrados em governos, corporações e instituições. No ano 90 da UPC, ao analisar documentos da Batalha de Starhide, encontrou inconsistências que indicavam a fuga de uma embarcação imperial. A partir desse momento, passou a reconstruir antigas rotas de escape, convencida de que Lanos Larita Lavolk permanecia vivo e preparava seu retorno.

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O Desaparecimento na Nebulosa do Pilar

As investigações levaram Amytiel até o sistema Triezzus, onde identificou vestígios de uma antiga base clandestina próxima a um buraco de minhoca instável ligado à Nebulosa do Pilar. Convencida de que aquele isolamento seria o esconderijo ideal para remanescentes do Império, passou anos monitorando discretamente a região com a Expedicionária. Finalmente detectou uma assinatura energética compatível com a nave desaparecida após a Batalha de Starhide e iniciou uma perseguição silenciosa. Antes de alcançar seu objetivo, a UPC Horizonte surgiu inesperadamente e tentou interceptar a embarcação imperial. O confronto levou ambas as naves para o interior da Nebulosa do Pilar, onde desapareceram entre tempestades eletromagnéticas e distorções gravitacionais. Conhecendo os riscos da região, Amytiel interrompeu a perseguição e permaneceu observando a nebulosa do lado de fora. Sem destroços ou qualquer confirmação do destino das duas embarcações, restou-lhe apenas a convicção de que Lanos Larita Lavolk ainda sobrevivia em algum lugar além daquele véu cósmico.

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O Chamado da Nebulosa

Recusando-se a abandonar a região de Triezzus, Amytiel transformou os arredores da Nebulosa do Pilar em sua principal área de pesquisa. Durante anos monitorou alterações gravitacionais, emissões de energia e qualquer vestígio que pudesse indicar o paradeiro da UPC Horizonte. Nesse período passou a experimentar uma inquietante sensação de presença, como se inúmeras consciências permanecessem aprisionadas além da nebulosa, acompanhadas por uma força que lhe recordava antigas tradições goodlesianas sobre a escuridão primordial. Também observou que o buraco de minhoca próximo ao sistema aproximava-se lentamente da nebulosa, sem conseguir explicar a causa do fenômeno. No ano 112 da UPC, seus sensores captaram uma fraca transmissão enviada do interior do Pilar. A mensagem, assinada por Craswerdh "Crave" Vendreserwqw e destinada a seu pai em Argentium, confirmava que ainda existiam sobreviventes dentro da nebulosa. Amytiel imediatamente retransmitiu o sinal para a União dos Planetas Confederados, certa de que a descoberta levaria a uma missão oficial de resgate. Convencida de que precisava acompanhar os acontecimentos de perto, compreendeu que sua longa atuação independente chegara ao fim e que era hora de ingressar na organização que inevitavelmente conduziria a busca.

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Um Novo Caminho

Após retransmitir a mensagem captada na Nebulosa do Pilar, Amytiel concluiu que permanecer como exploradora independente limitava sua participação nos acontecimentos que se aproximavam. No ano 109 da UPC, ingressou na União dos Planetas Confederados e iniciou sua formação na Academia da Frota Branca. Durante quatro anos aprofundou seus conhecimentos sobre a história, a estrutura militar e a diversidade cultural da Confederação, adaptando sua vasta experiência de campo à rotina acadêmica. Especializou-se em comunicações, linguística e tradução intercultural, áreas nas quais sua experiência acumulada durante séculos a colocou entre as cadetes mais preparadas da instituição. Paralelamente, continuou investigando discretamente possíveis atividades ligadas à Chama Púrpura, utilizando antigos conhecimentos mágicos para identificar padrões incomuns de comunicação. Após concluir a formação no ano 112 da UPC, serviu inicialmente na UPC Bubilas, consolidando sua reputação como especialista em comunicações. No ano seguinte foi promovida a alferes e transferida para a UPC Zahl Vazir, por indicação do Almirante Muriel Angellus, integrando a missão que partiria em busca da desaparecida UPC Horizonte.

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A Prisão do Pilar

No final do ano 113 da UPC, a UPC Zahl Vazir, sob o comando do Capitão Klaus Windrunner, iniciou sua incursão na Nebulosa do Pilar. A missão, originalmente planejada como uma operação de busca e resgate, rapidamente transformou-se em uma longa permanência dentro de um ambiente dominado por distorções gravitacionais, tempestades eletromagnéticas e alterações na percepção do tempo. Amytiel percebeu que a nebulosa escondia algo além de fenômenos naturais, sentindo novamente a mesma presença opressora que já identificara anos antes em sua periferia. Durante a exploração, a tripulação resgatou o sargento argentínio Lartekistosky Vaermetilhym, único sobrevivente encontrado de uma missão enviada anteriormente por Argentium. Graças aos conhecimentos linguísticos de Amytiel, foi possível reconstruir parte das transmissões preservadas em seu caça, confirmando que a UPC Horizonte fora conduzida deliberadamente para regiões ainda mais profundas da nebulosa. Pouco depois, a tripulação estabeleceu contato com entidades incorpóreas posteriormente chamadas de Poltergeists, que afirmavam ser remanescentes conscientes de uma antiga civilização aprisionada na Nebulosa do Pilar. Apesar das dúvidas sobre suas intenções, a UPC Zahl Vazir aceitou sua ajuda para encontrar uma saída, enquanto Amytiel iniciava discretamente o estudo da estranha linguagem utilizada por aquelas entidades.

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O Sistema Tecana

No ano 125 da UPC, sob a condução das entidades, a UPC Zahl Vazir alcançou o sistema isolado de Tecana, composto pelo planeta rochoso Palaio e sua respectiva lua Kantaryo. Leituras de longo alcance na órbita de Kantaryo expuseram uma infraestrutura industrial de grande porte voltada à construção de um cruzador de batalha de dimensões superiores. O achado confirmou a reorganização militar de Lanos Larita Lavolk na área. Sensores identificaram também tráfego contemporâneo de naves de Capela utilizando criptografia avançada.

Durante o monitoramento, um sinal bioenergético correspondente ao padrão flantariano foi localizado no Deserto Escuro, em Kantaryo, associado ao embaixador Manuncharov Egor, integrante da antiga tripulação da UPC Horizonte. Amytiel estabilizou a transmissão de socorro degradada e o Capitão Klaus Windrunner organizou uma equipe de desembarque, delegando à alferes o comando operacional da UPC Zahl Vazir na ponte. Sob Alerta Amarelo, Amytiel coordenou os sensores orbitais e detectou uma aproximação de predadores nativos contra a equipe de solo, emitindo o aviso defensivo em tempo hábil. Na superfície, o embaixador Manuncharov Egor, antes de falecer devido aos ferimentos, revelou ao Dr. I'Kj't e a Poull-Krass que ele e a Tenente Soara Atana haviam sido os únicos sobreviventes imediatos da queda da UPC Horizonte, tendo os demais sido executados por Lanos Larita Lavolk. Informou ainda que sua filha, Soana, permanecia viva. Amytiel acionou sua magia para abrir um portal de teleporte, extraindo o corpo de Manuncharov Egor e os restos mortais de Soara para a nave.

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A Cúpula da Pena Branca

Análises de amostras biológicas coletadas indicaram a presença de um indivíduo jovem com perfil genético híbrido em um arquipélago no Oceano de Dras, ao sul de Kantaryo. Uma equipe auxiliar comandada pela Tenente Zeinep Sinan e apoiada pelo caça do sargento Lartekistosky foi enviada ao local. Amytiel assumiu novamente o posto de comando na UPC Zahl Vazir e, por meio de sensibilidade espiritual, detectou uma assinatura ligadas à Chama Púrpura na superfície, pertencente a um portador jovem e instável. Ela ativou o ritual da Chama Dourada à distância para mitigar as oscilações emocionais do indivíduo. O procedimento foi interrompido por falhas de comunicação causadas por interferências e pela saída não autorizada da Comandante Conselheira Emylka Mormon em uma segunda nave auxiliar. Amytiel orientou o alferes Zindolilalulal a reportar o ocorrido ao Capitão Klaus Windrunner.

Na superfície, tropas kantaryanas compostas por soldados geneticamente modificados de feições aviárias, sob as ordens de Oliver Traubout e Asuma Traubout, capturaram a equipe da UPC após a destruição de seus escudos. Nas negociações que se seguiram, Oliver manifestou moderação institucional, influenciada pela intervenção mágica prévia de Amytiel. Durante a Cúpula da Pena Branca, Oliver rompeu com as diretrizes imperiais e executou Lanos Larita Lavolk por decapitação ante Carly D'Atox e os prisioneiros, iniciando uma dissidência interna contra as facções legalistas. Integrantes da Sociedade dos Grilhões, incluindo seus principais lideres como Yula Traubout, Augustus Tsokoulos, Zixpence, Passa Reen entre outros, apoiaram a fuga dos oficiais confederados. Recebida a ordem direta de Windrunner, Amytiel posicionou os sistemas de armas da UPC Zahl Vazir e efetuou uma salva de torpedos que destruiu a nave imperial de Lanos, enviando-a ao oceano de Kantaryo. Em seguida, coordenou portais mágicos para teleportar os oficiais e sobreviventes autorizados antes da desintegração da estrutura. A nave da União partiu imediatamente do planeta levando exilados politicos e a única sobrevivente do desastre da UPC Horizonte. 

De volta a nebulosa os Poltergeists reordenaram o cumprimento do acordo, mantendo o controle definitivo sobre os corpos dos três oficiais da UPC, uma vez que os rituais de separação espiritual testados por Amytiel falharam diante da antiguidade daquela força. No ano 125 da UPC, após cinco anos na nebulosa, a UPC Zahl Vazir retornou ao espaço confederado. Os relatórios submetidos geraram uma investigação sobre as conexões clandestinas de setores científicos de Capela com Kantaryo, culminando no aprisionamento de autoridades de alto escalão.

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O Bureau de Inteligência

No ano 126 da UPC, sob a presidência de Jear Juir Lontozigy, a sede administrativa da Confederação foi transferida de Hedén para Vandar, no planeta Antares, unificando o Parlamento e o comando da Frota Branca. Durante as solenidades de inauguração, Amytiel reuniu-se de forma reservada com o Almirante Muriel Angellus, entregando um relatório focado no cenário político de Kantaryo sob Oliver Traubout e recomendando a retenção do pacto com os Poltergeists até que sua real natureza fosse esclarecida. Amytiel pleiteou sua baixa da Frota Branca para atuar como exploradora independente e monitorar o sistema Tecana a bordo da Expedicionária. Almirante Muriel Angellus indeferiu o desligamento, mas promoveu sua transferência para o Conselho de Inteligência e Espionagem, sob a liderança do Inspetor-Chefe ubastiano Zenario Mojer Loo.

Como agente do bureau, Amytiel recebeu equipamentos de criptografia e reconhecimento de longo alcance. A Expedicionária passou por modernização nos estaleiros da inteligência, recebendo melhorias em sistemas de ocultação, sensores e módulos de guerra eletrônica para missões prolongadas. Suas ordens consistiam em retornar a Kantaryo em caráter permanente e clandestino para monitorar a evolução do governo de Oliver Traubout.

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O Retorno ao Quadrante Gama

No ano 126 da UPC, Amytiel deu início à sua missão de monitoramento. Empregando rituais de contenção baseados na Chama Dourada desenvolvidos com estudiosos de Goodles, cruzou a Nebulosa do Pilar sem registrar interferências psíquicas ou abordagens dos Poltergeists. Durante o trânsito, os novos sensores mapearam o buraco de minhoca, revelando que suas coordenadas de saída situavam-se no Quadrante Gama, na orla externa da galáxia, e não no Quadrante Ômega como estipulado anteriormente. Ela criptografou os dados cartográficos para uso exclusivo do Conselho de Inteligência.

Ao alcançar o sistema Tecana, ocultou a nave na sombra projetada por Palaio antes de efetuar o pouso no Deserto Escuro, na lua Kantaryo. Estruturou uma base subterrânea protegida por redes mágicas de ocultação espiritual e física, iniciando um período de observação que se estenderia por trinta e seis anos. Seus relatórios iniciais detalharam a fragmentação política decorrente da queda imperial e a ascensão da governante provisória Trochilidae Orseau, que implementou um discurso de reconstrução institucional enquanto a população local presumia a morte de Oliver e Asuma Traubout.

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As Crônicas do Novo Império

Conforme os relatórios enviados ao Bureau por Amytiel, Oliver e Asuma haviam permanecido ocultos para avaliar o cenário. No ano 128 da UPC, Oliver Traubout coordenou uma operação militar que culminou no assassinato de Trochilidae Orseau e na supressão da resistência política organizada, assumindo o título de Imperador de Kantaryo. A análise de Amytiel destacou que o novo governante mantinha traços metodológicos de Lanos, como disciplina e eliminação preventiva de ameaças, mas demonstrava desinteresse por expansão territorial galáctica, focando na soberania interna de seu mundo.

No ano 129 da UPC, uma frota militar de Argentium invadiu o sistema motivada por retaliação aos eventos da UPC Horizonte já que Crave havia sido violentamente assassinado assim como a tripulação da nave de resgate enviada. Amytiel documentou o conflito, registrando o uso de estaleiros secretos kantaryanos que produziram cruzadores com tecnologia baseada na UPC e Canopus, além do emprego de infantaria geneticamente modificada. Durante o desgaste militar, Oliver firmou uma aliança comercial e tecnológica com o planeta Uroomidas. Após a derrota das forças de Argentium, Oliver retirou Kantaryo do conflito, transferiu os prisioneiros para os uroomidianos e retornou o planeta ao isolamento, abdicando de conquistas territoriais secundárias. Nas décadas seguintes, Amytiel registrou a modernização científica e de infraestrutura defensiva do planeta, além de notar alterações biológicas em Oliver, cujo envelhecimento orgânico era retardado pela influência da Chama Púrpura.

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A Extinção da Estratégia

Com o avançar dos decênios, Asuma Traubout afastou-se das funções diretivas do Império devido ao envelhecimento natural, apresentando perda de mobilidade e embranquecimento total das penas, enquanto o imperador permanecia biologicamente estável. Amytiel registrou que Oliver mantinha consultas diárias com a mãe adotiva nos aposentos reais, preservando-a como referência pessoal extraoficial de seu governo. No ano 174 da UPC, Asuma faleceu no palácio imperial em ambiente privado, assistida por Oliver.

Os relatórios subsequentes de Amytiel pontuaram que a perda de Asuma removeu o último vínculo de Oliver com sua trajetória anterior à Chama e ao Império, resultando em uma postura focada estritamente na função de governante. O imperador passou a dedicar períodos de estudo voltados à natureza e longevidade impostas pelo poder arcano que portava, avaliando sua própria permanência no projeto político de Kantaryo.

A Caçada Recomeça

Dois anos após o falecimento de Asuma, a administração de Kantaryo mantinha-se regularizada e economicamente estável. Contudo, Amytiel identificou movimentações burocráticas e logísticas voltadas à delegação gradual do poder civil e militar para o general de maior fidelidade ao trono, estruturando o funcionamento do Estado para uma ausência prolongada do monarca. No ano 176 da UPC, Oliver Traubout desandou sua permanência no planeta e partiu de forma isolada em uma única nave, sem escolta ou comunicados oficiais, adentrando o espaço profundo.

Amytiel reconfigurou as prioridades de monitoramento na base subterrânea do Deserto Escuro e encaminhou relatórios detalhados a respeito da saída do imperador para o Conselho de Inteligência e Espionagem da UPC, solicitando novas diretrizes operacionais para iniciar o rastreamento externo de Oliver. As transmissões, enviadas por canais criptografados e protocolos de emergência, não obtiveram resposta ou confirmação de recebimento por parte do Bureau, cessando o fluxo de comunicações oficiais com a agência de inteligência.

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O Vazio nas Frequências

Após trinta e seis anos de monitoramento subterrâneo no Deserto Escuro de Kantaryo, o silêncio de rádio estendeu-se de forma absoluta. Os sucessivos testes de diagnóstico realizados por Amytiel descartaram falhas nos modernos sistemas de criptografia da Expedicionária; a estrutura da União dos Planetas Confederados parecia ter cessado suas emissões normais. Diante da ausência de diretrizes do Bureau e do isolamento completo, ela optou por suspender a vigília estática no planeta para dar início à perseguição direta a Oliver Traubout, que havia partido em direção ao espaço profundo. A Expedicionária rompeu as areias de sua base oculta sem deixar vestígios e assumiu a rota do antigo imperador.

No curso da navegação, os sensores de longo alcance detectaram uma assinatura eletrônica civil com padrões construtivos da UPC movendo-se em direção a Kantaryo. Amytiel emitiu repetidos pedidos de identificação utilizando protocolos do Conselho de Inteligência, códigos históricos da Frota Branca e frequências civis, porém a embarcação manteve o curso em silêncio total, ignorando os chamados. Avaliando o risco de perder o rastro de Oliver caso alterasse a rota para interceptar a nave misteriosa, a agente optou por manter o curso original. A Expedicionária acelerou, deixando a assinatura civil para trás enquanto avançava em direção ao desconhecido.

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A Invasão Coristiana e o Arrebatamento

A busca pelos rastros de Oliver reconduziu a Expedicionária através do buraco de minhoca da Nebulosa do Pilar, retornando ao território confederado. O cenário galáctico, contudo, mostrava-se desestruturado em comparação ao período anterior ao seu isolamento: eixos comerciais colapsados, ausência de patrulhas e transmissões fragmentadas indicando uma invasão em larga escala. Uma força tecnológica avançada oriunda da galáxia vizinha de Cadeha, denominada coristianos, havia cruzado o vazio intergaláctico, subjugando frotas e mundos da Via Láctea. Registros interceptados indicavam que Kantaryo permanecia isolado e que Oliver Traubout evitava engajamento direto na guerra, mantendo uma postura de observação estratégica.

No ano 176 da UPC, em meio ao fluxo de dados militares, Amytiel interceptou a confirmação do desaparecimento físico e gravitacional de seu planeta natal, Goodles, que sumira dos sensores astronômicos sem deixar vestígios ou destroços. Antes que pudesse processar o impacto cultural e pessoal da perda de seu ponto de origem, uma força de natureza arcana sobrepujou a realidade material da Expedicionária. Tratava-se de um chamado místico de convocação e arrebatamento, o qual, pelo juramento de preservação dos Alados, Amytiel não pôde recusar. Ela foi teletransportada instantaneamente da nave para o plano onde a civilização aladina havia se reunido.

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A Segunda Guerra Celestial

No novo plano, Amytiel constatou que o desaparecimento de Javé havia gerado um vácuo de liderança institucional e espiritual, cindindo as legiões celestiais. Metatron e Gabriel assumiram postos opostos, reivindicando a condução do povo goodlesiano por meio de interpretações divergentes sobre o futuro, o que deflagrou a Segunda Guerra Celestial. Obrigada pelo dever e pelo juramento de sua espécie a abdicar de sua investigação sobre a Chama Púrpura no espaço físico, Amytiel integrou-se às forças de Metatron. Sua escolha foi determinada principalmente pela presença de antigos aliados da Frota Branca, como o Almirante Muriel Angellus.

O conflito estendeu-se por décadas com elevado custo material e espiritual para ambas as facções. Amytiel atuou nas campanhas militares mantendo uma postura de distanciamento ideológico, convicta de que disputas dinásticas por poder corroíam a integridade original dos Alados. No ano 200 da UPC, enquanto as frentes de combate se consolidavam, a Via Láctea permanecia sob o avanço da máquina de guerra coristiana.

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O Compêndio e a Sombra Vazzioniana

Diante do risco iminente de extinção biológica e cultural de sua raça após o sumiço de Javé, Amytiel reordenou suas prioridades nos intervalos das campanhas. Passou a redigir um denso manual técnico e analítico, combinando suas memórias de exploração a bordo da Expedicionária com dados científicos coletados ao longo de séculos. O manuscrito detalhava a biologia reptiliana lemuriana, os fenômenos da Nebulosa do Pilar, o comportamento dos Poltergeists e, fundamentalmente, os padrões operacionais da Chama Púrpura. A obra tinha por objetivo dotar as futuras gerações de ferramentas para reconhecer e conter a expansão de forças imperiais e arcanas.

Paralelamente, a análise dos vetores de informação da Segunda Guerra Celestial revelou a Amytiel que ordens contraditórias e dados falsificados haviam sido inseridos nos gabinetes de Metatron e Gabriel. O padrão indicava uma manipulação sistemática conduzida pelas sombras pelos vazzionianos, sugerindo que a guerra civil aladina havia sido planejada de forma externa para fragilizar a civilização. A iminência do antigo vaticínio a respeito de seu encontro com Zumir manifestou-se por meio de alterações na ressonância de sua própria Chama Dourada e em presságios recorrentes focado no plano de refúgio de Goodles.

No ano 276 da UPC, o comando das legiões anunciou a queda de Gabriel e a vitória militar de Metatron. O saldo do conflito incluiu a morte do Almirante Muriel Angellus. Naquela mesma noite, buscando isolamento, Amytiel deslocou-se para os arredores dos Campos Elísios portando seus manuscritos, onde localizou uma figura de asas alaranjadas e chifres curvos lendo um livro: sua contraparte vazzioniana, Zumir.

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O Encontro nos Campos Elísios

O diálogo que antecedeu o combate revelou convergências analíticas entre os dois eruditos. Ambos haviam cruzado a galáxia como observadores, catalogado civilizações extintas e concluído que a transformação e o desaparecimento eram leis fundamentais do cosmos, aplicáveis inclusive a impérios e divindades. Descartada qualquer animosidade pessoal e estabelecido o respeito mútuo, ambos sacaram suas armas arquetípicas: Amytiel empunhou sua lâmina de aço celestial e Zumir uma espada escura do mesmo material.

O confronto teve início nos Campos Elísios e transferiu-se para as correntes de energia alta dos céus de Goodles. Manobras de voo complexas e esgrima de precisão prolongaram a disputa por horas, com relâmpagos dourados e arcos alaranjados dividindo o ambiente gasoso. A equivalência de técnicas e a exaustão biológica conduziram o combate a um desfecho simultâneo: as espadas decapitaram ambos os combatentes no mesmo instante. Sem deixar remanescentes orgânicos, as estruturas físicas de Amytiel e Zumir dissolveram-se em duas correntes energéticas que se fundiram e dispersaram-se no firmamento cósmico, encerrando a profecia.

Antes do engajamento final, Amytiel havia despachado a versão concluída de seus escritos para o planeta Titã por rotas seguras. O destinatário selecionado foi a família do Capitão Jorge 42 Kaoa, sediada na cidade de Kaoa. Jorge, antigo primeiro oficial da UPC Zahl Vazir, fora escolhido por sua conduta ética e discernimento para gerir o sigilo ou a divulgação daquelas informações estratégicas.

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Epílogo em Solo Periférico

O Compêndio de Amytiel deu entrada nos acervos da família Kaoa no ano 388 da UPC, período em que a ocupação coristiana desestruturava os principais sistemas da Via Láctea. Com a invasão iminente de Titã, Jorge 42 Kaoa recolheu pessoalmente os volumes manuscritos antes de iniciar o processo de exílio de sua comunidade. A rota de fuga conduziu os remanescentes para uma zona periférica e de baixa densidade geopolítica da galáxia. O acervo foi ocultado no terceiro planeta do sistema solar, a Terra, permanecendo preservado fora do alcance de agentes ligados à Chama Púrpura ou ao Reino Galáctico de Coris, no aguardo de conjunturas futuras em que suas verdades científicas e históricas se fizessem necessárias.

Linha do Tempo

  • Milênios antes da UPC - Nascimento de Amytiel nos Campos Alísios de Goodles, na cidade sagrada de Alada. Ela é educada nas Leis de Javé, desenvolve aptidões linguísticas e recebe um rigoroso treinamento militar como guardiã aladina. Eclosão da Primeira Guerra Celestial: Lúcifer e seus seguidores são expulsos de Paradesha por Miguel. O sistema Goodles enfrenta a ameaça vazzioniana. Início das Explorações: Recusando o engajamento militar imediato, Amytiel adquire uma nave desgastada de um sucateiro, restaura seus sistemas fundamentais e a batiza de Expedicionária, dando início a séculos de catalogação de culturas pela galáxia. O Vaticínio: Amytiel toma conhecimento de uma antiga profecia de seu povo que prevê o seu encontro inevitável e definitivo com sua contraparte vazzioniana, Zumir. A Senhora dos Raios (Sistema Lesath): Amytiel estuda uma tribo humanoide bioprodutora de eletricidade. Para salvar a população de uma tempestade elétrica anômala, ela usa sua magia para conter os raios, sendo integrada à mitologia local do sistema Lesath como uma divindade protetora azul.

  • Ano 80 da UPC - Amytiel detecta que uma força externa direcionou deliberadamente um cometa contra o braço espiral periférico onde estudava uma civilização reptiliana em desenvolvimento (os lemurianos). Suas tentativas mágicas de desvio falham; o cometa colide com o planeta e extingue a cultura lemuriana.

  • Ano 84 da UPC - Amytiel investiga a colisão em Titã e descobre que o redirecionamento do cometa foi uma estratégia deliberada de aniquilação em massa promovida pelo ascendente Império Galáctico. Ela decide passar a documentar e proteger culturas vulneráveis ao avanço imperial.

  • Ano 90 da UPC - Após a aparente derrota do Império Galáctico pela União dos Planetas Confederados (UPC), Amytiel descobre indícios de que o Imperador Lanos Larita Lavolk dominava a "Chama Púrpura" e fingira sua própria morte. Analisando a Batalha de Starhide, ela detecta uma assinatura de dobra clandestina e passa a caçá-lo.

  • Ano 102 da UPC - Amytiel localiza a base secreta de Lanos no sistema Triezzus. A embarcação diplomática UPC Horizonte intercepta o iate imperial e ambos caem em combate para dentro da instável e perigosa Nebulosa do Pilar. Amytiel fixa base na periferia gasosa para monitorar o setor. Alguns anos após o incidente de Triezzus, a Expedicionária capta e amplifica um sinal corrompido do piloto Crave, confirmando que há sobreviventes da UPC Horizonte na nebulosa. Amytiel retransmite o sinal à Confederação.

  • Ano 109 da UPC: Buscando acessar dados confidenciais e aprofundar suas investigações, Amytiel ingressa oficialmente na UPC, passando quatro anos em treinamento na Academia da Frota Branca.

  • Ano 112 da UPC -  Amytiel se forma na Academia da Frota Branca é designada cadete para a UPC Bubilas.

  • Ano 113 da UPC - Amytiel é promovida a alferes de comunicações e por intermedio do Almirante Muriel Angellus e lotada na UPC Zahl Vazir, sob o comando do Capitão Klaus Windrunner, iniciando a incursão oficial de resgate na Nebulosa do Pilar. Anomalias temporais estendem a missão por anos.

  • Ano 125 da UPC - A UPC Zahl Vazir faz um pacto com entidades incorpóreas (Poltergeists) para navegar na nebulosa e alcança o sistema Kantaryo (Tecana). Atuando no comando da ponte da nave, Amytiel estabiliza o sinal do embaixador flantariano Manuncharov Egor, que falece no Deserto Escuro revelando a execução da tripulação e a sobrevivência de sua filha, Soana. Amytiel detecta uma assinatura instável da Chama Púrpura no sul do planeta e realiza o ritual da Chama Dourada à distância para acalmar o portador (Oliver Traubout). Ocorre a Cúpula da Pena Branca: Oliver Traubout decapita Lanos Larita Lavolk. Cumprindo ordens, Amytiel opera os sistemas de armas da UPC Zahl Vazir e bombardeia a nave imperial com torpedos antes de teleportar os sobreviventes e oficiais confederados. A UPC Zahl Vazir retorna ao espaço confederado após cinco anos subjetivos na nebulosa. 

  • Ano 126 da UPC - A sede confederada muda para Vandar. Amytiel é transferida para o Conselho de Inteligência e Espionagem pelo Almirante Muriel Angellus. Sob as ordens de Zenario Mojer Loo e pilotando a Expedicionária (agora modernizada com sistemas de ocultação militar), ela inicia uma missão secreta de trinta e seis anos de vigilância subterrânea na lua Kantaryo.

  • Ano 128 da UPC: Oliver Traubout assume o título de Imperador de Kantaryo após orquestrar o assassinato da governante provisória Trochilidae Orseau. Amytiel documenta sua postura metodologicamente rígida, porém isolacionista.

  • Ano 129 da UPC: Forças de Argentium invadem o sistema Tecana em retaliação. Amytiel relata o uso de tecnologia reversa confederada por Kantaryo, a vitória kantaryana e a posterior entrega de prisioneiros aos aliados de Uroomidas.

  • Ano 174 da UPC: Falecimento de Asuma Traubout no palácio imperial. Amytiel reporta que a perda rompe o último laço de moderação de Oliver Traubout, tornando-o um governante puramente focado na longevidade e nos mistérios de seu poder arcano.

  • Ano 176 da UPC - Oliver Traubout delega seus poderes militares ao seu general mais fiel e parte sozinho para o espaço profundo a bordo de uma única nave. As comunicações de Amytiel com o Bureau de Inteligência sofrem um silêncio absoluto; a estrutura da UPC deixa de responder. Amytiel decola com a Expedicionária para caçar Oliver. No caminho, intercepta uma misteriosa nave civil com padrões da UPC indo em direção a Kantaryo, que ignora todos os seus chamados e códigos de criptografia. Priorizando Oliver, Amytiel deixa a nave para trás. Ao cruzar a Nebulosa do Pilar de volta ao espaço confederado, Amytiel descobre que a Via Láctea foi invadida pelos coristianos, uma força avassaladora vinda da galáxia de Cadeha. O Desaparecimento de Goodles: O planeta natal de Amytiel desaparece fisicamente de todos os sensores galácticos sem deixar vestígios. O Arrebatamento: Forças arcanas ancestrais rompem a realidade e Amytiel é magicamente teletransportada da Expedicionária de volta ao plano de refúgio de seu povo para cumprir o juramento dos Alados. Eclosão da Segunda Guerra Celestial: Sem a presença de Javé, as legiões celestiais cindem-se. Metatron e Gabriel disputam a liderança. Amytiel alia-se às forças de Metatron movida pela presença de seu velho amigo, o Almirante Muriel Angellus.

  • Ano 200 da UPC: A Segunda Guerra Celestial racha a civilização aladina. Paralelamente, os coristianos avançam destruindo a UPC. Amytiel passa a redigir secretamente o seu Compêndio, transformando suas memórias em um manual de sobrevivência galáctica contra a Chama Púrpura. A Descoberta da Sabotagem: Amytiel analisa as inconsistências táticas da guerra celestial e descobre padrões de manipulação oculta promovidos pelos vazzionianos, concluindo que Metatron e Gabriel são peões de uma estratégia invisível.

  • Ano 276 da UPC - A Segunda Guerra Celestial chega ao fim com a queda de Gabriel e a vitória de Metatron, mas ao custo da morte do Almirante Muriel Angellus. Amytiel conclui a última página do Compêndio e envia o acervo por rotas seguras para a cidade de Kaoa, no planeta Titã, sob a responsabilidade do Capitão Jorge 42 Kaoa (seu antigo oficial na UPC Zahl Vazir). O Desfecho do Vaticínio: Amytiel encontra-se com sua contraparte vazzioniana, Zumir, nos Campos Elísios. Após um longo diálogo filosófico sobre a impermanência do cosmos, eles travam um duelo heróico nos céus de Goodles. Amytiel e Zumir decapitam-se mutuamente e de forma simultânea com suas espadas arcanas. Seus corpos se dissolvem e transformam-se em duas correntes de energia cósmica puras que se dispersam pelo firmamento, encerrando em definitivo suas existências materiais.

  • Ano 388 da UPC - O Compêndio de Amytiel chega a Titã enquanto a guerra contra os coristianos consome a galáxia. Diante da invasão iminente do satélite, o Capitão Jorge 42 Kaoa resgata o manuscrito e evacua o planeta, partindo para o exílio em uma região periférica e isolada da galáxia: o terceiro planeta do sistema de uma estrela chamada Sol (a Terra). O conhecimento de Amytiel permanece ali oculto, aguardando o futuro.

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